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Carl Sagan foi para o céu

A verdade é que, antes de morrer, em dezembro do ano passado, Carl Sagan já tinha ido para o céu. Ele dedicou sua existência ao Cosmo. Ninguém foi tão genial para explicar o Universo.

Rowilson Quinete

Na natureza, como ensinou Lavoisier lá no século XVIII, nada desaparece: tudo se transforma. Carl Edward Sagan, morto aos 62 anos, no dia 20 de dezembro de 1996, de mielodisplasia, em Seattle, nos Estados Unidos, transformou-se em conhecimento. O que ele sabia, e era muito, ensinou para milhões de semelhantes. Vivo, era uma estrela boa, de luz intensa. Morto, parece que continua assim. Vamos aqui nos permitir uma licença poética, ou melhor, científica. Vamos dizer que Sagan foi para o céu. Ele iria gostar disso.

O homem foi um popstar da divulgação científica. Seu livro Cosmos, lançado em 1980, se tornou o mais vendido de todos os tempos no campo da divulgação científica. E a série de televisão, com o mesmo nome, foi assistida por meio bilhão de pessoas em sessenta países. Nada mau para um planeta onde, segundo as pesquisas, a maior parte dos habitantes é ignorante em ciência. Talvez, justamente porque mestres como Sagan são muito raros.

Popular entre os leigos, esse nova-iorquino também ganhou respeito nos meios acadêmicos. Desde os anos 50 foi consultor da Nasa para as viagens à Lua, e para o projeto das naves Voyager, Pioneer e Galileu. Cientista brilhante, acumulou um vasto conhecimento sobre os planetas e ajudou a explicar diversos mistérios sobre eles. Como o terrível calor de Vênus, que chega a 470 graus Celsius, devido ao excesso de gás carbônico na atmosfera, ou a neblina púrpura do satélite de Saturno, Titã, causada pela presença de moléculas orgânicas. Sagan não vai ter a chance de ver os próximos passos da conquista do espaço. Ou, como ele mesmo escreveu no último capítulo de Cosmos, a “grande aventura que a humanidade está começando a empreender”. Mas é verdade que, depois dele, a humanidade também ficou um pouco mais perto do céu.

Um beijo viaja pela Galáxia

Mais do que qualquer outro escritor de divulgação científica, Sagan fez sucesso devido ao entusiasmo com que defendia a idéia da racionalidade e do progresso. Seus temas preferidos eram os que apontavam para um futuro de grandes realizações, como as visitas possíveis aos planetas próximos, a descoberta de novos tipos de estrela ou mesmo de seres inteligentes em outros pontos da Galáxia. Mas Sagan acrescentava um algo mais ao dizer que as conquistas só aconteceriam se os homens se livrassem de seus comportamentos irracionais, coisas como as guerras, o apego às crendices, a destruição do planeta por desrespeito à ecologia.

Em outras palavras, aos olhos dos leitores o cientista aparecia como um profeta – e um profeta do melhor tipo, otimista e sempre disposto a discutir qualquer tema sem preconceito e sem arrogância. Nesse clima, teve grande importância o interesse do astrônomo pela possibilidade de encontrar alienígenas entre as estrelas. Sagan sempre fez o que pôde para entrar em contato com possíveis ETs. Nas naves Pioneer 10 e 11, lançadas em 1972 e 1973, respectivamente, colocou placas de metal contendo informações sobre este planeta e seus habitantes. Antes de mais nada, um desenho mostrava um casal de seres humanos nus. Ao lado, uma carta planetária dava a localização da Terra na Galáxia.

Em 1976, o experimento foi repetido nas Voyager I e II, que, em meio a uma parafernália de aparelhos científicos, transportavam discos de ouro contendo saudações em mais de sessenta línguas, além de sons de baleias e o estalar de um beijo. De quebra, colocou dezessete fotos digitalizadas e várias músicas. “Queríamos mandar uma canção dos Beatles, Here Comes the Sun, mas acho que os donos dos direitos autorais ficaram com medo de alguma pirataria extraterrestre”, ironizou Sagan. “O fato é que não permitiram.”

O cientista também foi uma figura central em várias tentativas de captar, via rádio, recados inteligentes vindos de outros recantos da Galáxia. Entre os projetos dessa categoria, o mais conhecido foi o SETI, sigla em inglês para a expressão “busca de inteligência extraterrestre”.

Apesar disso tudo, Sagan combatia a crença em discos-voadores. A chance de um ser inteligente visitar a Terra é zero, já que, se existem civilizações tecnológicas além da nossa, devem ser raríssimas. Afinal, diante das imensas distâncias cósmicas, seria o cúmulo da coincidência duas delas se encontrar. Em seu último livro, O Mundo Assombrado pelos Demônios, o astrônomo explica exaustivamente sua posição sobre esse ponto e ataca sem piedade todo tipo de crendices e bruxarias, do alegado poder dos cristais à existência de Atlântida. Definitivamente, a crença de Sagan era a ciência. Como ele ensinou: “Somente uma visão cética do mundo pode levar à ciência”.

Efeito estufa no estilo venusiano

A pesada atmosfera do planeta Vênus deu a Sagan a oportunidade de realizar sua principal contribuição ao conhecimento científico moderno. O desafio era simples. Como Vênus é muito similar à Terra, não havia motivo lógico para a altíssima temperatura medida na sua superfície, que gira em torno de 470 graus Celsius, o suficiente para derreter chumbo. As análises feitas por Sagan e outros levaram à conclusão de que o calor absurdo vinha da imensa quantidade de gás carbônico existente no ar venusiano. Esse gás deixa a luz do Sol entrar e aquecer o solo, mas não a deixa voltar para o espaço em forma de calor. É o efeito estufa, o mesmo que, em escala muitíssimo menor, é acusado de elevar a temperatura da Terra.

O astrônomo também deu uma explicação convincente para as intrigantes mudanças de cor observadas periodicamente na superfície marciana. O motivo, apontado por Sagan, são tempestades de areia, tão grandes que parecem escurecer o solo avermelhado. Curiosamente, esse problema é semelhante às enigmáticas neblinas cor de cobre vistas em Titã, uma lua gigante de Saturno. Esse outro mistério Sagan resolveu na década de 80, analisando fotografias antigas da lua de Saturno. Concluiu que a neblina era feita de hidrocarbonetos, que são moléculas orgânicas do tipo das que se encontram no petróleo.

Há poucos meses, ele lamentou não ter informações novas sobre a lua saturnina. “Mal posso esperar que uma sonda espacial aterrisse lá e traga dados mais precisos de sua superfície.” Sagan morreu antes de realizar esse desejo. Mas os astrônomos se encarregaram de premiar sua dedicação ao conhecimento dos planetas dando a um asteróide o nome 2709 Sagan. Ou seja, não foi só como uma metáfora que, em uma das várias homenagens após morte, um de seus alunos escreveu: “O céu era seu lar. Ele está finalmente em casa”.

Para saber mais

Os vídeos das série Cosmos estão à disposição nas locadoras de vídeo. Blockbuster, tel: 824-0925

Na Internet:

Planetary Society

http://www.transatlantech.com

The Carl Sagan Honorary Site

http://wwwvms.utexas.edu/~MRAPP/Sagan/Sagan.html

Morning Side

http://radioworks.cbc.ca/radio/programs/current/mside/sagan.html

“As cinzas do capitalismo seriam iguais às cinzas do comunismo.” (Sobre a possibilidade de uma guerra nuclear)

“Não creio em Triângulo das Bermudas. Navios afundam. Se trens sumissem, aí sim, valeria uma investigação.”

“Sempre estarei interessado na vida na Terra. Este é o meu planeta preferido.”

“Na imensidão do espaço, devem existir outras civilizações mais antigas e avançadas do que a nossa”

Um menino na feira do futuro

Alguns episódios com a força de uma biografia.

Mundo luzidio

Em 1939, um menino de 5 anos, Sagan foi com os pais à Feira Mundial de Nova York, ver uma exposição sobre as tecnologias do futuro. Sua recordação: “O ‘mundo do amanhã’ ia ser luzidio, limpo, aerodinâmico. E, pelo que eu entendi, não teria gente pobre. Foi o meu primeiro contato com a ciência.”

Atrizes famosas

Já adolescente, entrou numa biblioteca de Nova York e pediu um trabalho sobre as estrelas. Recebeu um livro com fotos de atrizes famosas. Teve de explicar que estava falando do céu, mas afinal levou a obra para casa e devorou-a. “Foi quando eu descobri que as estrelas eram outros sóis, muito distantes da Terra.”

Estrelas e biologia

Em 1951, graças a uma bolsa de estudos, foi admitido na Universidade de Chicago. Nove anos mais tarde, já doutor em Astronomia e Física, virou assistente no laboratório do geneticista Hermann J. Muller, ganhador do Nobel em 1946. “Foi quem me ensinou a ligação entre as estrelas e a Biologia.”

No laboratório

Também para o jovem doutor, os anos 60 foram de muita criatividade. Ele dava aula nas melhores universidades americanas, como Stanford e Harvard. Em 1968, a Universidade de Cornell, em Nova York, pôs à sua disposição um laboratório para estudos espaciais, onde ficou até morrer.

Engenheiro na Nasa

Idade de ouro da exploração do sistema solar. Uma após outra, subiram ao espaço as naves americanas Mariner, Pioneer, Viking e Voyager, para não falar nas soviéticas. Como conselheiro da Nasa, Sagan projetou experimentos cruciais em praticamente todas as expedições.

O popstar de cátedra

Lança a série Cosmos para a televisão. Por meio de imagens claras, os leitores entendem maravilhados que a Via Láctea contém bilhões de estrelas, e que além de nossa galáxia existem bilhões de outras. Já consagrado como cientista, Sagan adquire fama internacional como popularizador da ciência.

A bomba atômica, a Nasa e as bruxarias

Preso num protesto contra a bomba

Na década de 50, Sagan assumiu o cargo de consultor da Nasa. Ajudou a montar os robôs das expedições das sondas americanas Mariner, Viking e Voyager, além de assessorar as expedições da Apollo rumo à Lua. Nos últimos tempos, trabalhava nos experimentos projetados para a Galileu. Apesar dessa íntima relação com o governo, o astrônomo fazia oposição constante ao que lhe parecia incorreto. Chegou a ser preso no Estado de Nevada, numa manifestação de protesto contra os testes nucleares. Também era contrário à construção dos ônibus espaciais, à idéia de colocar estações espaciais em órbita e, acima de tudo, ao projeto Guerra nas Estrelas, cujo objetivo era armar satélites com artefatos nucleares.

Ir à Lua, para ele, foi uma bobagem. Desde o início questionou as missões tripuladas da nave Apollo, nas quais via dois grandes problemas. Primeiro, eram muito caras. Seria bem mais barato executar projetos científicos automatizados, sem tripulantes. Em segundo lugar, ele não concordava com o uso político das missões, que era derrotar os soviéticos na corrida espacial. Resultado: os astronautas pisaram no solo lunar, o dinheiro foi gasto e o governo obteve os dividendos políticos que queria. Aí, a Nasa cancelou prematuramente as missões tripuladas e com elas também as experiências científicas. Sagan ficou furioso. “Justo agora que estamos fazendo descobertas!”

A fúria valeu. Suas opiniões, mesmo quando duvidosas, fomentavam a discussão fora da comunidade científica e ajudavam a informar a população. De seu lado, Sagan cultivava simpatias úteis. Conseqüência disso é que ele sempre encontrava alternativas quando o governo lhe recusava verbas. Foi assim no projeto Phoenix, que propunha vasculhar o Universo em busca de sinais de extraterrestres. Os recursos públicos prometidos não vieram, mas as empresas Intel e Toshiba garantiram a continuidade do trabalho.

Com a velocidade da imaginação

No primeiro capítulo da série Cosmos, que a televisão exibiu no início da década de 80, Sagan fez aos telespectadores uma proposta irrecusável: entrar em uma nave hipotética e visitar os recantos mais extraordinários do Universo. O convite foi aceito por nada menos de 500 milhões de telespectadores que, de boca aberta, ao longo de treze capítulos, acompanharam Sagan numa jornada épica, que começava há 15 bilhões de anos, nos primeiros dias de existência de tudo o que existe. Três emissoras de televisão resolveram bancar a viagem: gastaram 8,5 milhões de dólares e tornaram possível que a nave, com a velocidade da imaginação, devorasse qualquer distância em poucos segundos, fazendo paradas estratégicas nas quais os leitores absorviam a ciência das galáxias, nebulosas, supernovas, quasares e outras maravilhas do céu.

Finalmente, posando como uma versão científica do capitão Kirk, de Jornada nas Estrelas, o astrônomo assumia o comando e conduzia a nave de volta à Terra. Mas, surpresa: o desembarque ocorria 2 200 anos no passado, em plena Alexandria, no Egito. Nessa cidade, sede da maior biblioteca da Antiguidade, começava uma outra viagem, desta vez pelo universo do conhecimento humano. O motivo dessa volta no tempo era muito simples: o astrônomo sabia que, para entender direito a ciência, é preciso conhecer a história das idéias. Dessa maneira, deu um fecho de ouro à série.

Os telespectadores agradeceram, mas o autor, aparentemente, se divertiu tanto quanto eles, a julgar pelo que declarou à revista Veja, na época. “Especular sobre o Universo é um traço fundamental da humanidade”, disse Sagan. “Perguntas sobre o que somos, de onde viemos e para onde vamos surgem em todas as gerações, em todos os tempos. Por isso, considero-me um privilegiado por poder disseminar essa mensagem.”

A ciência contra a pseudociência

Uma das últimas entrevistas do astrônomo foi concedida à revista espanhola Muy Interessante, onde ele se declara um combatente das pseudociências. Leia abaixo os principais trechos.

MUY: As ciências paranormais, aparentemente, estão ficando cada vez mais populares. Qual é o motivo dessa tendência?

Carl Sagan: Não estou inteiramente convencido de que esta afirmação seja correta. Pense bem. Quando estamos com fome, procuramos os alimentos produzidos graças à ciência e à tecnologia agrícola. Quando estamos doentes, quase sempre recorremos aos tratamentos propiciados pela medicina alopática. Quando vemos televisão, escutamos rádio ou lemos uma entrevista, estamos fazendo uso da ciência. Ocorre que as pseudociências fazem apelos às benesses e às promessas que a ciência não pode sustentar. Elas jogam com a ansiedade e o medo do moderno. Aquela afirmação inicial até seria legítima caso o único caminho para superar esse medo não fosse o caminho da ciência.

MUY: Então por que os cientistas não combatem as pseudociências de forma mais inteligente?

CS: Pela mesma razão por que os líderes religiosos não enfrentam da maneira adequada os charlatães da religião. Mas, tanto no caso da religião como no da ciência, acredito que é potencialmente perigoso não entrar nessa batalha. É muito perigoso deixar de lutar contra as pseudociências, já que elas tendem a impedir que o espírito do ceticismo se desenvolva. Além disso, ensinam as pessoas a não pensar.

MUY: Em que está trabalhando atualmente?

CS: Estou me dedicando à lua de Saturno, Titã, com bastante interesse. Creio que lá existe um modelo dos primeiros passos da vida.

MUY: O que podemos esperar em termos de avanços científicos, nos próximos anos?

CS: A profecia é uma arte inútil.

E agora? Quem será o maior divulgador da ciência?

Substituto natural

Logo na primeira publicação, Stephen Hawking, 55 anos, arrasou. Seu livro, Uma Breve História do Tempo (Editora Rocco, 1995) vendeu mais de 6 milhões de exemplares e foi traduzido para trinta idiomas. “Só isso já o tornaria um substituto natural de Carl Sagan”, afirma o editor nova-iorquino John Brockman, coordenador da série Science Masters, a mais importante coleção de divulgação científica do mundo. Catedrático da Universidade de Cambridge, Inglaterra, o inglês Stephen Hawking ocupa a cadeira que um dia pertenceu a Isaac Newton. Como físico, é o autor de boa parte da teoria sobre os buracos negros. É um gênio. Vítima de esclerose muscular, praticamente não se move. Só consegue se comunicar por meio de um computador de voz.

Professor da evolução

Em 1976, o livro O Gene Egoísta (Editora Itatiaia, 1989) chocou teólogos e cientistas do mundo todo. É que nele o biólogo inglês Richard Dawkins, 56 anos, explicava sua tese ousada de que todos os organismos, inclusive o homem, não passam de serviçais de seus próprios genes. Os seres todos existem apenas para assegurar a multiplicação dos genes. Assustador, sem dúvida. Mas é uma maneira de interpretar a evolução. Dawkins, com sua forma simples de escrever, cativou o público. Já publicou uma dezena de obras de sucesso. Agora, em resposta à SUPER, John Brockman o escolheu, ao lado de Hawking, como um dos mais prováveis sucessores de Carl Sagan como divulgador da Ciência.

Tradutor de números

Autor de mais de sessenta livros, vários já publicados no Brasil, o ingIês Ian Stewart é um dos poucos matemáticos que conseguem traduzir para o público leigo a terrível linguagem dos números. “É a melhor ferramenta que temos para entender o mundo ao nosso redor”, diz ele. Em seu último livro, Os Números da Natureza (Editora Rocco, 1997), Stewart desvenda os padrões matemáticos encontrados entre os seres vivos e diz que essa regularidade é um indício de como funciona o Universo. Colunista de várias revistas científicas, Stewart foi indicado como sucessor de Sagan pelo editor da revista inglesa Nature, Phillip Campbell.

Admirável palestrante

O paleontólogo americano Stephen Jay Gould, 55 anos, é um forte candidato. Professor de Biologia e Geologia da Universidade de Harvard, é um contador de histórias de qualidade comprovada em dezenas de livros que venderam milhões de exemplares. Emprega muito bem o humor, a ironia e um vasto conhecimento da história da ciência. Gosta de lembrar fatos divertidos, como o da viagem do navio Beagle, durante a qual Darwin coletou dados para criar a Teoria da Evolução. Ele só teria sido convidado, diz Gould, porque o capitão queria um passageiro bem-educado para conversar. O editor da revista americana Science, Ellis Rubinstein, aposta em Gould. “É um mestre na comunicação da ciência.”

Especulador divertido

Jared Diamond, fisiologista da Universidade Médica da Califórnia, é o candidato menos conhecido do público brasileiro. Com 59 anos, sua fama fica restrita à sua terra, os Estados Unidos. Mas não há dúvida da qualidade de seu trabalho. O livro The Third Chimpanzee (Harper Collins, 1992) seu maior sucesso, é uma especulação sobre a evolução do homem. Mais precisamente, sobre a possibilidade de nossa espécie, representada pelo homem de Cro Magnon, ter tido relações sexuais com seus contemporâneos, os homens de Neandertal. Entre uma brincadeira e outra, que o próprio tema suscita, Diamond transmite conhecimento sólido, ouro puro. Sua indicação partiu de Marc Zabludoff, editor da revista americana Discover.

Um sucesso atrás do outro

Cinco livros consagrados de Carl Sagan.

Os Dragões do Éden

Lançado em 1978, ganhou o Prêmio Pullitzer. Uma análise da evolução da inteligência humana.

Editora Francisco Alves

Preço: 10,42 reais

Cosmos

Publicado em 1980, conta o desenvolvimento do universo ao longo dos seus 15 bilhões de anos.

Editora Francisco Alves

Preço: 29,79 reais

Contato

Escrito logo depois do sucesso de Cosmos. É uma ficção científica sobre o primeiro contato com extraterrestres. O livro foi roteirizado para um filme estrelado por Jodie Foster. Deve entrar em cartaz ainda este ano.

Editora Guanabara

Preço: 21,50 reais

Pálida Mancha Azul

Passando por Netuno, a nave Voyager II tirou uma foto onde a Terra aparece como um ponto infinitesimal na imensa escuridão vazia. A partir da imagem, Sagan analisa as limitações humanas e aproveita para atacar a ilusão de que a Terra pode ter um lugar privilegiado no Universo.

Companhia das Letras

Preço: 55 reais

O Mundo Assombrado pelos Demônios

Sagan critica de forma impiedosa as pseudociências e a condição de ensino nas escolas, segundo ele, responsáveis pela ignorância da população em questões relevantes para a ciência.

Companhia das Letras

Preço: 29,50 reais