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5 museus ao redor do mundo para entender o século 20

A independência pacífica da Índia, a revolução de Fidel em Cuba, o Apartheid na África do Sul - e muito mais.

1. Para entender a independência da Índia: National Gandhi Museum and Library, Nova Delhi

(Reprodução/Divulgação)

O National Gandhi Museum and Library, em Nova Delhi, é pequeno, mas comovente. Fotos documentam a trajetória de Gandhi: com a política de não violência, que durou 20 anos e o levou a encarar a prisão várias vezes, ele mobilizou a opinião pública internacional e criou condições políticas que permitiram à Índia se tornar independente em 1947, depois de nove décadas dominada pelos ingleses. Itens pessoais, como as vestes que ele usava quando foi assassinado em 1948, estão expostos.

2. Para entender a Revolução Cubana: Museo de la Revolución, Havana

Em Havana, o Museo de la Revolución está instalado justamente no antigo palácio do ditador Fulgencio Batista, cujo interior foi decorado, veja você, pela joalheria americana Tiffany & Co, e a Sala dos Espelhos foi inspirada na de Versalhes. O acervo narra desde a Cuba pré-colombiana até o regime atual, com espaço especial para a vida de Che Guevara. Em frente ao museu estão os restos da antiga muralha da cidade e um tanque usado por Fidel Castro na Invasão da Baía dos Porcos de 1963. E, num anexo, vê-se o Granma, o barco de 18 metros que carregou Fidel e outros 81 revolucionários do México a Cuba em 1956. Em Santiago de Cuba, veja o Museu 26 de Julho, antigo Quartel Moncada, que os revolucionários tentaram (e não conseguiram) tomar em 1953 – a intentona marcou o princípio do fim da ditadura. Documentos, fotos e antigas matérias de jornal contam desde a construção do prédio até a consolidação da revolução. Para mergulhar mais fundo, vá até o Gran Parque Nacional Sierra Maestra, nas montanhas do leste da ilha. Ali está Comandancia de la Plata, campo onde figuram 16 cabanas que abrigaram a guerrilha pré-revolução. Pode-se ver um pequeno museu, a antiga casa de Fidel, com suas rotas de fuga em caso de ataques, entre outras instalações – é preciso contratar um guia do parque.

3. Para entender o movimento dos direitos civis dos EUA: Martin Luther King Jr. National Historic Site, EUA

(NPS Photo/Reprodução)

Em Atlanta, sua cidade natal, o Martin Luther King Jr. National Historic Site guarda uma série de prédios históricos, incluindo a casa onde ele nasceu e a igreja onde foi pastor. O centro de visitantes abriga um museu dedicado ao movimento de direitos civis, um jardim de rosas com mensagens de paz (que são escritas anualmente por estudantes locais), e uma “calçada da fama” com nomes como Rosa Parks gravados. Em Washington D.C. fica o Martin Luther King Jr. Memorial: foi levantada uma estátua de nove metros de altura rodeada por um muro com 14 trechos de seus discursos, como “Out of the mountain of despair, a stone of hope.” As cerejeiras que florescem em março deixam o local mais poético.

4. Para entender o apartheid: Museu Hector Pieterson, Joanesburgo

(Reprodução/Reprodução)

A partir de 1948, o governo da minoria branca da África do Sul habilmente lançou mão de uma série de leis que regulariam e legitimariam o apartheid, regime de política segregacionista que terminou apenas quando Nelson Mandela foi eleito presidente em 1994. O líder é homenageado pelo fantástico Museu do Apartheid, em Johannesburgo, que ilustra com recursos multimídia a trajetória do apartheid, com áreas comoventes como o memorial aos ativistas que foram executados, com dezenas de forcas vazias penduradas no teto. Também é possível assistir às perguntas provocativas da primeira entrevista dada por Mandela na televisão em 1961. Aprofunde-se na história na cidade próxima de Soweto, formada na época do apartheid para abrigar os negros que eram expulsos do centro de Johannesburgo – o próprio Mandela viveu ali entre 1946 e 1963. Hospede-se em um hotel local, como o Flossie’s, para ver atrações da turística Rua Vilakazi, como o Museu Hector Pieterson, um jovem morador de Soweto morto em um confronto com a polícia em 1976.

5. Para entender o regime de Pol Pot: Campo de prisioneiros Choeung Ek, Camboja

(Brad Barnes/Reprodução)

Na capital Phnom Phen, o lugar esmiúça um período obscuro no qual quase 2 milhões de pessoas foram mortas no regime comunista do general Pol Pot, entre 1975 a 1979. Choeung Ek é um dos muitos campos onde prisioneiros da ditadura eram executados. No passeio, um audioguia comovente narrado por sobreviventes conduz por espaços que exibem restos de roupas e pequenas homenagens às vítimas. No centro, um memorial dispõe mais de 5 mil crânios que foram encontrados ali empilhados em prateleiras.

 

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