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Como é realizada a pesquisa que determina a taxa de desemprego no Brasil?

Por Guilherme Eler, Bruno Vaiano Atualizado em 30 out 2020, 09h43 - Publicado em 3 abr 2019, 11h45

(Antes de começar a leitura, uma atualização: em 30 de outubro de 2020, a taxa atingiu a pior alta desde o início da série histórica, em 2012: 14,4% no trimestre encerrado em agosto. Isso significa que 13,8 milhões de brasileiros estão desempregados.)

A principal pesquisa que avalia o desemprego no Brasil é a PNAD-C (sigla de “Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua”), organizada pelo IBGE. Ela é bem abrangente: coleta informações em 211 mil casas, localizadas em 3.464 dos 5.570 municípios brasileiros.

Quando uma casa entra nessa amostra, ela é visitada cinco vezes, uma vez a cada três meses. O domicílio é entrevistado um mês e sai da lista de entrevistas por dois meses seguidos.

Casas estão entrando e saindo da amostra o tempo todo – pois a pesquisa, como o próprio nome diz, é contínua. Em cada uma das visitas, os moradores respondem a questionários sobre salário, horas trabalhadas, local de trabalho, setor de atuação, trabalho doméstico, trabalho voluntário e informalidade.

  • A PNAD-C passou a abranger todo o país em janeiro de 2012, e é a publicação mais importante do gênero desde março de 2016, quando substituiu a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), também criada pelo IBGE.

    No trimestre compreendido pelos meses de fevereiro, março e abril de 2020, a taxa de desemprego subiu para 12,6%. No trimestre anterior, estava em 11%. Em dezembro 2014, ela estava em 6,4%.

    Fonte: IBGE, PNAD-C

    Pergunta de Helenilson Persi, Cuiabá, MT.

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