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Em viagens muito longas, os pilotos ficam o tempo todo acordados?

Por Carolina Fioratti - Atualizado em 27 Maio 2020, 15h31 - Publicado em 20 abr 2020, 19h07

Não. Rola um revezamento para a soneca. Pegue o exemplo de um voo entre São Paulo e Nova York, que dura dez horas e costuma ter três pessoas na cabine (dois comandantes e um copiloto). Na primeira hora após a decolagem e na última hora antes do pouso, os três precisam estar acordados. As oito horas restantes são divididas em três turnos, com duas horas e quarenta minutos de sono para cada um. Eles comem os mesmos pratos que são servidos aos passageiros, mas a recomendação é não lotar o bucho para não passar mal – até porque a pressurização da cabine mexe com a barriga.

Apesar de parecer o contrário, os voos internacionais têm uma carga de trabalho bem mais leve. Em uma jornada nacional, pode-se realizar até sete pousos por dia, e são eles que causam mais desgaste mental. “Eu voei na ponte aérea, ia três vezes por dia ao Rio de Janeiro, ou seja, eram seis decolagens e seis pousos numa área congestionada e de pista curta”, relata Josué de Andrade, ex-piloto e diretor da EJ Escola de Aeronáutica.

Pergunta de @luizabevitori, via Instagram.

 

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