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Por que choramos quando estamos tristes? 

Por Maria Clara Rossini - 13 jul 2020, 10h53

Pergunte ao seu cachorro. Sabe aquele “chorinho” que ele faz quando quer subir no sofá ou pede carinho? Pois é. Esse é o jeito que a evolução encontrou para ele se comunicar e fortalecer uma relação com os humanos, o que garantiu a sobrevivência da espécie.

Agora, passemos aos bípedes. Assim como os cachorros, chorar também é uma forma de comunicação entre humanos. Para o bebê, que ainda não sabe falar, o choro é a única forma de expressar fome ou dor para a mãe. 

Já em adultos, acredita-se que a função evolutiva do choro é despertar empatia no outro e estimular a ajuda em momentos de necessidade. Afinal de contas, o ser humano é um animal social, e a cooperação entre indivíduos foi essencial para a sobrevivência da espécie. 

Por ser uma reação involuntária do corpo, o choro é mais eficaz do que um pedido de ajuda verbal. Você pode até dizer que está com dor, mas isso não é tão convincente quanto chorar de dor, porque as lágrimas são involuntárias. Ele demonstra que o indivíduo não está conseguindo lidar com aquele sentimento sozinho, o que faz com que outra pessoa se aproxime para dar apoio emocional.

Mas do que adianta chorar sozinho no quarto então? Outra utilidade do choro: ele libera hormônios e neurotransmissores que aliviam a tristeza e dor. A encefalina, encontrada nas lágrimas emocionais, funciona quase como um analgésico, com ação semelhante à da morfina. Além disso, já se sabe que expressar as emoções, seja de forma verbal ou não verbal, alivia as tensões e ajuda a elaborar a tristeza. É por isso você se sente melhor depois botar todo o choro pra fora.

Segurar o choro significa reprimir alguns sentimentos, tornando mais difícil lidar com eles. Médicos e psicólogos recomendam chorar para liberar as emoções – mesmo que seja sozinho no quarto.

Fonte: Betina Lejderman, psiquiatra.

Pergunta de @veveholz, via Instagram.

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