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Por que a fita crepe não gruda nela mesma quando está no rolo?

Por Bruno Vaiano - Atualizado em 11 jun 2020, 10h50 - Publicado em 17 Maio 2017, 19h11

Mas é claro que ela gruda. Se não grudasse, o rolo não se manteria tão firme – acabaria desenrolando com a mesma facilidade de um papel higiênico. O negócio é que a fita gruda só o suficiente. Assim, o rolo se mantém íntegro, mas ainda é possível puxar a fita para utilizá-la. Para permitir esse nível de grude intermediário, o verso da fita recebe um tratamento especial antiaderente, como conta Vanderley Ferraz, da fabricante 3M do Brasil.

Algumas fitas de qualidade mais duvidosa, como aquela fita de cor marrom usada para fechar caixas de papelão, grudam tanto em si próprias que é quase impossível puxar um pedaço sem rasgá-lo acidentalmente em duas tiras. Um belo fiapo com frequência continua grudado no rolo.

Nas fitas dupla-face, há uma película protetora que só pode ser removida pelo usuário depois que a fita já está posicionada. Caso contrário, ela ficaria tão grudada em si mesma que seria inviável puxá-la do rolo. Ou seja: nem todas as fitas são peso-pena como a fita crepe.

Por fim, é bom lembrar que nem todas as superfícies são igualmente receptivas à fita. Quanto mais lisa é superfície, menor é a área de contato, e menos eficaz é a cola. Superfícies mais irregulares têm uma área de contato total maior, e a fita fica mais firme. Como o verso da fita é liso, a aderência a ele já seria bastante baixa mesmo que não houvesse a forcinha da substância antiaderente.

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