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Por que perdemos a vontade de espirrar quando tapamos o nariz?

Por Bruno Carbinatto - Atualizado em 21 set 2020, 14h38 - Publicado em 16 set 2020, 11h18

O espirro é uma reação automática à presença de algo irritante – como pólen, pó ou pimenta – no interior das narinas. Para que ele ocorra, o cérebro orquestra a contração simultânea de diversos músculos no tronco e na face. Quando vem aquela coceirinha pré-espirro e você aperta o nariz – geralmente com uma leve massagem –, as terminações do nervo trigêmeo localizadas na região se distraem com o novo estímulo e interrompem o circuito eletroquímico que desencadearia o espirro. Algo análogo à reação instintiva de esfregar a área próxima a um machucado para maquiar a dor.

Em geral, a técnica só funciona temporariamente, e a sensação de espirro volta algum tempo depois caso o estressante ainda esteja na região nasal. Além disso, vale lembrar que tapar o nariz durante o espirro não é recomendado: a pressão causada pelo ar precisa sair. Se você for especialmente azarado, pode haver consequências graves, como o rompimento de um dos tímpanos. Em 2016, médicos britânicos relataram o caso raro de um homem de 34 anos que, ao tapar o nariz e fechar a boca para espirrar, rompeu um trecho de sua faringe. 

Um outro método parecido, e que não envolve o risco de causar uma explosão de pressão dentro da própria cabeça, é pressionar não as narinas, mas a região entre o lábio superior e o nariz. Isso porque o nervo trigêmeo é um dos maiores e mais importantes da nossa face, e passa também pela região. Apertá-lo nesse pedaço do rosto tem o mesmo efeito de interromper um espirro.

Fontes: Artigos “Sneeze-evoking region within the brainstem” e “Snap, crackle and pop: when sneezing leads to crackling in the neck”.

Pergunta de @naatsimoes, via Instagram.

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