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6 técnicas do Estado Islâmico nas redes sociais

Por Redação Super - Atualizado em 21 dez 2016, 10h13 - Publicado em 10 abr 2015, 18h03

Por Luiz Romero

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Especialista em redes sociais, o Estado Islâmico utiliza serviços como YouTube e LiveLeak (para espalhar vídeos de decapitações e destruição de antiguidades), Twitter (para disseminar mensagens e imagens ameaçadoras) e SoundCloud (para divulgar mensagens em áudio de lideranças do grupo). A intenção da propaganda é assustar inimigos, tanto participantes do conflito na região, quanto países de outras regiões. Além disso, ajuda a recrutar novos soldados e reforça a existência do Estado Islâmico. Em matéria publicada em janeiro, mostramos algumas das estratégias digitais do movimento, das trincheiras de Síria e Iraque ao campo de batalha digital.

 

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1. Invasão online

Na virada do ano passado, o então desconhecido Isis invade as cidades iraquianas de Fallujah e Ramadi. Usando a província de Anbar como base, o grupo começa a ocupação do Iraque. Em paralelo, divulga vídeos que detalham a invasão, mostrando desfiles de caminhonetes apinhadas de soldados armados.

 

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2. Vlog dos recrutas

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“As portas da jihad estão abertas”, convida um soldado, em inglês, numa mensagem de recrutamento. Esses vídeos são postados em sites como YouTube e LiveLeak, direcionados a estrangeiros que desejam guerrear na Síria e no Iraque. Recrutadores também usam o Ask.fm para responder dúvidas de potenciais combatentes.

 

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3. Míssil na timeline

Em junho, o movimento lança um aplicativo para Android, que permite ao grupo controlar contas de militantes no Twitter. Após a tomada da cidade de Mosul, os perfis inundam a rede social com mensagens ameaçando invadir Bagdá, a capital do Iraque. O Isis também utiliza o Twitter para divulgar imagens de armas e carros roubados dos soldados iraquianos.

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4. Revista digital

Desde julho, o grupo produz uma revista digital, chamada Dabiq. Trata-se de uma publicação oficial do Estado Islâmico, escrita em inglês. Entre matérias e anúncios, afirma que o grupo trouxe “segurança e estabilidade” às cidades que ocupa. Também alerta médicos, engenheiros e advogados muçulmanos de sua “obrigação” de viajar para Síria e Iraque para integrar o movimento.

 

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5. Carona na hashtag

Em setembro, o jornalista britânico John Cantlie, refém do grupo desde 2012, começa a gravar um programa em que responde a críticas da mídia ocidental ao Estado Islâmico. Para divulgar esses e outros vídeos, os propagandistas do grupo usam hashtags populares no Twitter, como #WorldCup. Assim, seus posts aparecem mais nas buscas e fisgam até aqueles que queriam apenas ver um gol do Messi.

 

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6. Novas redes

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Em dezembro, o Estado Islâmico divulga um guia que explica como remover dados de localização que ficam escondidos em arquivos de foto. Nesse mesmo período, expulsos em massa do Twitter, o grupo inicia perfis na Diaspora, rede social mais difícil de ser monitorada. Em março deste ano, o grupo lançou o Khelafabook, uma versão do Facebook para o califado, que foi rapidamente derrubada,

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