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7 games indies nacionais que mal podemos esperar para jogar

Atualmente, o Brasil figura na quarta posição do ranking de países que mais consomem jogos eletrônicos no mundo – somente em 2016, nosso país movimentou cerca de US$ 1,5 bilhão de dólares no setor e a tendência é que esse número seja ainda maior até o final de 2017.

Nossa participação ainda é principalmente via consumo. A produção nacional de games é, em comparação com a estrangeira, bastante modesta. Entretanto, nos últimos anos, nossa indústria vem se mostrando cada vez mais forte, tanto em quantidade quanto em qualidade. Para demonstrar isso, selecionamos sete jogos brasileiros imperdíveis que ainda estão em fase de desenvolvimento e serão lançados em breve. E aí, quais desses você quer jogar?

1) White Lie

Plataformas: PC, Mac e Linux
Lançamento: 2019

É um game baseado num clipe de uma música japonesa em que dois coelhos descobrem o conceito do amor. White Lie segue na linha de jogos que buscam fisgar o jogador pelo emocional como, por exemplo, o recente Last Day of June.

Você jogará como Greg, um coelho de pelúcia que, após o sumiço de sua dona, Emma, decide vagar por um mundo desolado e misterioso em busca dela. O jogo contará com duas frentes narrativas. A primeira mostra a aventura de Greg à procura de sua dona e a segunda, contada por meio de flashbacks, apresentará os bons e os maus momentos que Greg e Emma tiveram juntos. Ambas as narrativas poderão ser acessadas explorando o cenário.

A arte do game é um espetáculo à parte. O jogo foi totalmente pintado a mão, o que traz um charme próprio, sendo diferente de quase tudo que se pode ver no mercado atualmente.

A Ambize Studio, responsável pelo desenvolvimento do jogo, já está trabalhando em White Lie há cerca de um ano. O jogo está previsto para ser lançado em algum momento de 2019. Ele teve uma campanha de financiamento coletivo no Catarse, porém não atingiu a meta esperada.

Cheque o site oficial e o Facebook.

2) Sword of Yohh

 (Divulgação/Undevs)

Plataformas: PC, Xbox, PS4 e Switch
Lançamento: Segundo semestre de 2018

Concebido durante uma game jam, Sword of Yohh teve como ideia inicial ser um jogo de handebol – não é difícil enxergar lampejos dessa ideia quando se olha para as mecânicas de gameplay.

No jogo, você controla um entre diversos personagens que tem como objetivo destruir o totem inimigo. Para atingir este objetivo, o jogador deve arremessar uma imensa espada no totem inimigo diversas vezes, causando progressivamente mais dano até que ele seja completamente destruído.

Além da espada, o jogador conta com algumas habilidades, como um dash que o permite se movimentar rapidamente para frente, e a habilidade de alterar o cenário, seja para conseguir vantagem durante o arremesso da espada, seja para impedir que o adversário acerte o seu totem.

Um dos fatores mais impressionantes de Sword of Yohh são as belíssimas sprites feitas em pixel art. Houve um cuidado especial com os personagens, que possuem designs e animações próprias.

O jogo possui diversos cenários diferentes, cada um deles com uma mecânica própria de como pode ser alterado pelo jogador. Há também casos em que o próprio cenário se move sozinho. O jogo poderá ser jogado sozinho, contra a IA, ou contra outros jogadores no modo multiplayer.

Os desenvolvedores do jogo prometem que, futuramente, será lançado um segundo jogo no mesmo universo, desta vez com o intuito de explorar melhor a história por trás de Sword of Yohh.

3) Zaal Jinn

 (Divulgação/Vis/Dev)

Plataformas: PC, Mac e Linux
Lançamento: Primeiro semestre de 2018

Desenvolvido por um estúdio já experiente, Zaal Jiin é fortemente inspirado em animes como Avatar: A Lenda de Aang e jogos como Mega Man e Dust: An Elysian Tail.

Em um mundo devastado por criaturas elementais, você encarna o protagonista Zaal, portador de uma manopla mágica capaz de invocar um antigo deus chamado Jinn. Juntos, vocês são capazes de controlar os diversos elementos da natureza, como fogo, gelo, eletricidade e plantas.

O jogo se trata de um beat’em up com elementos de brawler, no qual o jogador se move para os lados e enfrenta diversos inimigos utilizando os poderes da manopla.

Visualmente, fica muito claro de onde o jogo tira suas inspirações. O jogo conta com um visual muito semelhante a animes (como o já citado Avatar). O título era um dos destaques da área indie da BGS em 2017.

Uma curiosidade interessante é que a trilha sonora foi desenvolvida propriamente para o jogo, sendo cantada por uma cantora japonesa.

Os desenvolvedores, que já trabalharam em mais de 100 jogos, inclusive de grandes franquias como Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco, afirmam que Zaal Jinn é, até o momento, o jogo mais autoral da empresa, representando possivelmente um salto no mercado nacional.

4) Pixel Ripped 1989

Plataformas: Oculus Rift e Playstation VR
Lançamento: Início de 2018

Inicialmente desenvolvido para ser um projeto de TCC, Pixel Ripped vem sendo desenvolvido há aproximadamente três anos pela desenvolvedora Ana Ribeiro. Há alguns meses, o estúdio Arvore Immersive Experiences assumiu o projeto para trabalhar no refinamento e no QA (garantia de qualidade) do jogo.

Com uma temática oitentista, o primeiro capitulo de Pixel Ripped retrata a infância da protagonista Nicola, uma viciada em videogames que está tentando zerar o seu jogo favorito (Pixel Ripped) na sala de aula sem ser pega pela professora. O jogo possuirá outros capítulos, que abordarão a forma como a protagonista cresce junto à sua série favorita de jogos.

Além do visual claramente inspirado nos anos 80, o jogo está repleto de easter eggs e referências à cultura retrô. Uma curiosidade interessante é o nome da protagonista dos jogos que Nicola joga, que se chama Dot (ponto), referência aos poucos pixels que formam a personagem no Gameboy, devido às limitações gráficas.

5) Trajes Fatais

Plataformas: PC e PS4
Lançamento: 2° trimestre de 2018

Durante uma festa a fantasia, poderes são concedidos aos convidados de acordo com suas respectivas fantasias. Agora, eles precisam se enfrentar em um torneio para se libertarem da maldição colocada sobre eles por uma misteriosa divindade.

Um cangaceiro, uma súcubus e um ornitorrinco são exemplos de personagens que você pode encontrar em Trajes Fatais. Com uma belíssima arte 2D e um sistema próprio de combate, Trajes Fatais promete ter uma mecânica simples o suficiente para atrair jogadores de primeira viagem, ao mesmo tempo em que possui nuances que deixam o game mais interessante para jogadores mais experientes.

O jogo teve uma campanha de financiamento coletivo no Kickante em 2016 que infelizmente não foi bem-sucedida, arrecadando somente 4% do valor pedido. Porém, em 2017, após algumas mudanças no projeto – como, por exemplo, mudanças na engine e no próprio sistema de combate, o jogo tentou uma nova campanha. Desta vez no Catarse, o jogo arrecadou 143% dos R$ 80 mil pedidos, não só conseguindo se financiar, como também conseguindo algumas metas estendidas como a adição de novos personagens ao jogo.

Trajes Fatais começou a ser desenvolvido em 2009, quando era só um protótipo e os desenvolvedores buscavam utilizar o jogo como uma ferramenta de aprendizado. Desde então, foi ficando progressivamente mais complexo até chegar ao jogo que temos hoje.

6) MonoWheels

Plataformas: Oculus Rift, HTC VIVE, Playstation VR e Windows VR
Lançamento: Início de 2018

Com influências de Mad Max, Akira e Blade Runner, MonoWheels tenta reviver o sentimento de jogar os antigos jogos da franquia Road Rash, agora em VR.

MonoWheels é um jogo de corrida e combate em VR desenvolvido pela Imgnation Studios. A empresa, que completou dez anos de existência em 2017, vem se especializando em realidade virtual há aproximadamente quatro anos, sendo umas das primeiras da América Latina a se especializar na área.

O jogo se passa em um universo pós-apocalíptico, onde você pilota seu “MonoWheel” por entre wastelands e cidades futuristas, competindo e lutando com outros pilotos.

Jogos em VR são famosos por causarem enjoo aos jogadores, principalmente os que envolvem muita velocidade e movimentos de câmera. Porém os de desenvolvedores de MonoWheels garantem que estão fazendo todo o possível para que isso não ocorra.

O jogo está previsto para ser lançado no inicio de 2018 para todas as principais plataformas de VR e contará com multiplayer de até 4 jogadores.

7) Esquadrão 51

Plataformas: PC
Lançamento: 2018

Representante dos shmups, ou simplesmente dos “jogos de navinha”, Esquadrão 51 impressiona pelo visual inspirado no cinema de ficção cientifica dos anos 50.

No jogo, o planeta Terra é invadido por extraterrestres. Porem, diferentemente das invasões clássicas em que os invasores chegam com o objetivo de destruir e dominar a Terra, eles chegam com um tratado de paz, oferecendo novas oportunidades de desenvolvimento e promessas de progresso.

Por algum tempo, aliens e humanos convivem em paz, mas não demora até que os extraterrestres passem a cada vez mais explorar os humanos, tornando-os escravos e prisioneiros. É neste cenário que surge o Esquadrão 51, um grupo de rebeldes que se une para lutar contra os invasores.

Com gameplay inspirado em shmups classícos como Gradius e Thunder Force, em Esquadrão 51 você joga com diversos armamentos e power-ups diferentes por entre seis diferentes fases.

O jogo conta com diversos momentos em live-action, cutscenes e até mesmo diálogos durante o gameplay que buscam desenvolver seu universo, ao mesmo tempo em que trazem de volta o espirito dos clássicos do sci-fi.

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