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A história do átomo gigante

Por 30 set 1996, 22h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h47
  • Receita de átomo bem grande: pegue um átomo normal de sódio, rubídio ou potássio cuja última camada é ocupada por um elétron solitário. Coloque-o numa câmara a vácuo e o bombardeie com raios laser. Com a energia extra o último elétron se afasta do núcleo a distâncias até 10 000 vezes maiores do que a original. É assim que se faz um chamado átomo de Rydberg. Nesse estado superexcitado ele pode chegar ao tamanho de um grão de areia. Mas dura apenas milésimos de segundo. Os átomos Rydberg foram detectados no espaço interestelar pela primeira vez em 1965. Logo depois passaram a ser fabricados em laboratórios de física como detectores de forças ou partículas fracas demais para serem percebidas por qualquer outro instrumento. É que os elétrons muito afastados do núcleo funcionam como um amplificador de reações. Por menor que seja a perturbação na estabilidade elétrica ela aparece imediatamente. Foi assim que uma equipe de pesquisadores da Escola Normal Superior de Paris, liderada por Serge Haroche mediu diretamente a granulação da luz. Quer dizer, os cientistas conseguiram ver os efeitos da passagem de fótons (as partículas que compõem a luz) perto do elétron. E já tem gente pensando em usar átomos de Rydberg na área de novos materiais. Carl Kocher, da Universidade do Estado do Oregon, lançou os superátomos sobre uma malha de ouro e conseguiu reter apenas o elétron isolado. O pesquisador acredita que será possível, um dia, construir átomo por átomo, filmes finos – películas de espessura microscópica usadas principalmente na indústria eletrônica.

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