GABRILA65162183544miv_Superinteressante Created with Sketch.

Álcool nas alturas

O drinque a bordo ajuda a enfrentar as alturas, mas pode entupir suas artérias

Gilberto Stam

Você já deve ter ouvido dizer que um copo de vinho de vez em quando faz até bem para o coração. Mas saiba que isso não vale para todo mundo. Depende dos genes, afirma a doutora Lisa Hines, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Segundo ela, só se beneficiam com o álcool as pessoas nas quais a digestão da substância é lenta (demora mais de meia hora). Nelas, a bebida reduz as chances de ataque cardíaco – há uma redução de até 86% na incidência do mal. Ela não sabe por quê: apenas constatou que quem tem o gene responsável pela lerdeza na digestão do álcool fica com o coração forte. Só não dá para beber a bordo, diz o japonês Toshiro Makino, diretor da clínica do Aeroporto Internacional de Tóquio. Nem os bons genes do pileque protegem os passageiros da desidratação normalmente causada pelo álcool. Makino diz que ela engrossa o sangue e, se chegar a formar coágulos, pode matar. É a “síndrome da classe econômica”, que tem transformado viagens inesquecíveis em pesadelo.