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Baterias na construção

As baterias não podem ir para o lixo, devido ao seu potencial tóxico. Para acabar com este acúmulo pode-se extrair os metais e níquel, criando um pó para ser utilizado na produção de tijolos, telhas e etc.

Por 30 set 2001, 22h00 | Atualizado em 31 out 2016, 18h48
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André Chaves de Melo

Até o final de 2001, o Brasil terá acumulado 30 milhões de baterias de celulares. Nenhuma delas pode ir para o lixo, devido ao seu potencial tóxico. Elas serão guardadas sabe-se lá por quanto tempo pelos fabricantes, até que alguém arrume um destino final. Se alguém perguntar, o engenheiro Lélio Ronaldo Massai, professor da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCamp), tem uma sugestão. Ele conseguiu extrair os metais pesados cádmio e níquel das baterias e criar um pó que pode ser utilizado na produção de tijolos, telhas e concreto. “A massa obtida precisa ser seca em uma estufa e depois moída para que sua utilização seja viável”, diz. Segundo o pesquisador, o pó de metais pesados é economicamente viável.

Enquanto a reciclagem de 1 tonelada de baterias, que já é feita no exterior, custa perto de 8 000 reais, a produção do pó pode ser feita a um custo estimado entre 3 000 e 4 000 reais. O método criado para as baterias também pode ser adaptado para outros tipos de pilha, resolvendo assim mais um problema.

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