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Bons pais atraem mais fêmeas – pelo menos entre baratas d’água

Machos que cuidam de um número maior de filhotes provam para as fêmeas que são pais responsáveis

Por Ana Carolina Leonardi Atualizado em 4 nov 2016, 19h13 - Publicado em 4 Maio 2016, 18h30

Muitas mulheres procuram parceiros que estejam dispostos a dividir as tarefas na criação dos filhos. Agora, cientistas japoneses descobriram que baratas d’água fêmeas têm a mesma preferência.

Na maioria das espécies de barata d’água, as fêmeas colocam ovos nas costas do macho, que nada com eles grudados por várias semanas, protegendo e cuidando dos filhotes até que eles saiam dos ovos.

Esse comportamento é chamado de cuidado paternal e é bastante raro entre os artrópodes. O que cientistas da Universidade de Kyoto descobriram é que ele representa uma grande vantagem reprodutiva: os machos que cuidam bem dos ovinhos nas costas atraem mais fêmeas.

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Eles fizeram testes com duas espécies de barata do mar muito comuns no Japão: Appasus major e Appasus japonicus. Uma fêmea era colocada em frente a dois machos e tinha que escolher qual deles ela preferia – quase como num programa de TV de namoro. Os pesquisadores retiraram todos os ovos das costas de um dos machos. O outro carregava cerca de 10 filhotes.

As fêmeas Appasus major demonstraram uma preferência constante por machos que já traziam filhotes nas costas e depositaram ainda mais ovos neles. Na espécie A. japonicus, elas foram menos seletivas, mas também tiveram uma tendência a escolher os machos que já traziam uma carga de filhotes.

Para garantir que não era coincidência, os cientistas inverteram a situação dos machos em todos os testes. Colocaram novos filhotes nas costas do macho rejeitado e retiraram os ovos do escolhido anterior. E as fêmeas repetiram o padrão, escolhendo depositar a prole na barata d’água que carregava ovos.

De acordo com estudos anteriores, quando machos de barata d’água trazem poucos ovos nas costas, eles têm o hábito de retirá-los e abandonar os filhotes. Isso porque é mais difícil nadar com o peso extra e eles ficam mais vulneráveis a predadores – ou seja, mesmo no reino animal, criar filhos dá trabalho e exige sacrifícios.

Por causa disso, as fêmeas parecem ter uma preferência instintiva por machos “responsáveis”, que já trazem pelo menos 10 ovos e têm menos chances de largar os descendentes ao relento. Nesse caso, já ter filhos de cruzamentos anteriores serve como prova da competência dos machos como pais.

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