Texto Nina Weingrill
Extraia uma célula de animal (boi, porco ou galinha), coloque em cima de uma esponja e mergulhe tudo numa solução de nutrientes – glicose, aminoácidos e minerais. A célula começará a se multiplicar, formando uma película de carne por cima da esponja. Parabéns! O seu hambúrger de laboratório está pronto para ser cortado, temperado, frito e comido. Essa tecnologia, que se chama “carne in vitro” e já está em testes nos EUA, agrada a vegetarianos e ambientalistas: não exige o sacrifício de animais e também poupa o planeta (pois permitiria acabar com a pe-cuária extensiva, hoje responsável por 20% da poluição mundial). “Uma só célula produziria carne suficiente para toda a população do mundo”, diz Jason Matheny, diretor do instituto de biotecnologia New Harvest, especializado em carne de proveta.
Como sua textura é molinha, a carne de laboratório só serve para fazer aglomerados (hambúrguer, salsicha ou nuggets de frango). E o sabor ainda não entusiasmou os cientistas. Com os métodos atuais, ela custa pelo menos US$ 2 mil o quilo. Mas a ong de defesa dos animais Peta acaba de oferecer um prêmio de US$ 1 milhão para quem conseguir aperfeiçoar a técnica e baratear a carne. “É bem possível que o preço caia para US$ 50”, diz o especialista Bob Dennis, da Universidade Estadual da Carolina do Norte. É caro? É. Mas deve valer a pena: a carne de laboratório poderá ser geneticamente alterada para ficar mais saudável que a natural. “Você poderia comer um hambúrguer que tivesse tão pouca gordura quanto um pedaço de peixe”, acredita Matheny.
Outros ingredientes para um sanduba high-tech
Pão transgênico
Cientistas da Universidade da Califórnia misturaram os genes de vários tipos de trigo – e conseguiram aumentar em 12% os níveis de proteínas e nutrientes.
Queijo vivo
Engenheiros de alimentos estão tentando turbinar as bactérias presentes no queijo cheddar – pois elas produzem uma enzima que deixa o alimento mais cremoso.
Alface-C
Pesquisadores da Universidade de Tecnologia da Virgínia descobriram que determinados genes dos ratos podem ser usados para colocar mais vitamina C na alface.
Ketchup adoçado
A empresa americana Heinz criou um tomate transgênico que é 10% mais doce que o normal. Isso permite usar menos açúcar no ketchup – que fica com menos calorias.






![[RELAMPAGO] PAYWALL (728 x 90 px) Banner laranja com ícone de árvore e raio, texto OFERTA RELÂMPAGO Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas Superinteressante e Veja, e um celular com aplicativo de notícias](https://super.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/07/RELAMPAGO-PAYWALL-728-x-90-px.gif)
![[RELAMPAGO] PAYWALL - 328x79 Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em destaque, acompanhado de um ícone de raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: Super, Veja e uma menor, Guia Quatro Rodas. No canto superior direito, um ícone de árvore estilizada](https://super.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/07/RELAMPAGO-PAYWALL-328x79-1.gif)