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Coisinha tão bonitinha do pai

Cláudia Baima A ciência acaba de provar que os mamíferos machos acham mesmo que tamanho é documento. Pesquisadores mostram que machos e fêmeas vivem em guerra para definir o tamanho da cria. Enquanto o DNA dos pais batalha por um bebezão, o das mães, que não é bobo, luta para que o filho tenha tamanho […]

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Atualizado em 31 out 2016, 18h52 - Publicado em 31 out 2000, 22h00
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  • Cláudia Baima

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    A ciência acaba de provar que os mamíferos machos acham mesmo que tamanho é documento. Pesquisadores mostram que machos e fêmeas vivem em guerra para definir o tamanho da cria. Enquanto o DNA dos pais batalha por um bebezão, o das mães, que não é bobo, luta para que o filho tenha tamanho normal. Fetos grandes podem matá-las, sugar suas reservas de nutrientes e deixá-las inaptas para outra gravidez. É assim que entram em cena os genes imprinted, ou seja, carimbados quimicamente para identificar se o filho os recebeu do pai ou da mãe. Já desconfiados de que esses estrategistas genéticos estavam por trás de tudo, os cientistas desvendaram agora a esperta estratégia dos genes paternos. Eles agem em uma região da placenta que tem nome de discoteca paulistana – o trofoblasto labiríntico –, onde o sangue da mãe se mistura ao do feto para levar nutrientes. Aí, o DNA carimbado do pai procura aumentar a ração diária do filho. “Genes paternos são vorazes”, disse Wolf Reik, biólogo molecular da Babraham Institute, na Inglaterra, à revista americana Scientific American. Nessa guerra no útero não há vencedores. O avanço de um e o contra-ataque do outro, mesmo conflitantes, sempre buscam melhorar a saúde geral dos humanos.

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