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Desenhar com os dedos melhora o desempenho em matemática

Os alunos que usam os dedos para desenhar ou contornar elementos de problemas matemáticos e figuras geométricas se saem melhor

Por Ana Luísa Fernandes 11 fev 2016, 16h30 | Atualizado em 2 jul 2026, 17h43
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Um estudo realizado por pesquisadores australianos em mais de 275 escolas de Sidney, na Austrália, com crianças de idade entre 9 e 13 anos, mostrou que uma simples ação pode ajudar os alunos a entenderem melhor problemas matemáticos. O teste apontou que quando um estudante usa o dedo para desenhar ou sentir as formas de problemas de geometria e álgebra — um quadrado, por exemplo —, ele se sai melhor que os outros. As tarefas eram cumpridas com mais rapidez e com menos erros.

“Nossos resultados têm uma série de implicações para professores e estudantes. Eles mostram que o aprendizado de matemática pode ser melhorado substancialmente com a simples adição de instruções para que os alunos passem o dedo sobre os elementos de um problema matemático”, diz o pesquisador Paul Ginns.

A explicação para o fenômeno é a seguinte: quando o dedo é usado para tocar e traçar os ângulos de triângulo, por exemplo, isso pode resultar no processamento prioritário da informação. Ou seja: o cérebro dá mais importância para o triângulo quando ele é tocado do que quando ele é só visto. Combinando o toque com o conhecimento teórico, a memória consegue armazenar melhor aquelas informações, já que elas estão unidas.

O “truque” é simples: é só usar os elementos que já aparecem nos livros de matemática e pedir que as crianças passem o dedo pelo contorno das figuras. O custo é zero, mas os benefícios são grandes. “Estamos confiantes que os efeitos também possam aparecer em outras matérias além de matemática, mas mais pesquisas são necessárias”, comenta Ginns.

Apesar de o estudo ser recente, a tática é antiga. Desde o começo dos anos 1900, quando a educadora Maria Montessori começou a difundir o seu método, as letras do alfabeto são traçadas com as pontas dos dedos por crianças menores. Apesar de na época a técnica ter sido desenvolvida mais por intuição, agora, pesquisas comprovam que ela realmente é eficaz.

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