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Imitações do Sol no fundo do mar

A quase 5 000 quilômetros da superfície do Oceano Atlântico, na mais completa escuridão, brilham estranhas chamas, invisíveis aos olhos humanos, que ninguém sabe exatamente como surgem. Elas brotam nos chamados ventos oceânicos, que são como pequenos vulcões, de 15 metros de altura, que ejetam constantemente gases quentes, a quase 400 graus Celsius. A água aquecida pode produzir luz, sim, mas só uma parte da que se mede nos ventos oceânicos. O resto deve brotar das reações químicas entre os minerais dissolvidos. Essa possibilidade está entusiasmando os cientistas pois parece que com o brilho submarino dá até para fazer fotossíntese, que é o processo utilizado pelas plantas para obter energia. Mas os vegetais sempre aproveitam a luz do Sol, e seria incrível se ficasse provado que os ventos oceânicos também podem promover a fotossíntese. É como se esses pequenos montes vulcânicos funcionassem como minúsculos sóis artificiais, agitando a vida nos abismos negros dos oceanos. Por enquanto, os pesquisadores não têm certeza, mas diversas equipes estão trabalhando no assunto.