Assine SUPER por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Nasa lançará quatro missões em 2022 para investigar clima da Terra

Diferentes satélites irão ao espaço para colaborar com previsões meteorológicas e com a compreensão de mudanças climáticas. Confira.

Por Luisa Costa
Atualizado em 1 ago 2022, 19h08 - Publicado em 3 jan 2022, 18h54

Em 2022, a Nasa lançará quatro missões para investigar sistemas e fenômenos climáticos da Terra. Diferentes satélites serão lançados ao espaço para orbitar o planeta e enviar dados aos cientistas sobre o solo, o ar e os oceanos, colaborando para previsões meteorológicas e para a compreensão de mudanças climáticas.

Tropics

Ciclones tropicais deixam um rastro de destruição por onde passam, mas previsões meteorológicas são capazes de diminuir o estrago – e salvar vidas. A missão Tropics foi planejada tendo isso em vista, e promete fornecer dados aos cientistas com mais frequência do que os satélites meteorológicos atuais. 

A missão prevê o lançamento de seis satélites chamados CubeSats, do tamanho de um pãozinho, que viajarão em pares ao redor do planeta em três planos orbitais diferentes. Eles vão trabalhar em conjunto, fazendo medições de micro-ondas, a cada 50 minutos, sobre a precipitação, temperatura e umidade de tempestades. 

Continua após a publicidade

A ideia é que os minissatélites ajudem os cientistas a investigar os fatores que impulsionam os ciclones e melhorem as previsões desses fenômenos. O primeiro CubeSat foi ao espaço em junho de 2021, e a expectativa é que a Nasa conclua o lançamento dos satélites até julho de 2022.

EMIT

Continua após a publicidade

A missão EMIT promete dar conta de uma lacuna existente em nosso conhecimento sobre… poeira. Você não leu errado: partículas de poeira mineral são parte importante do clima da Terra. Elas vêm principalmente de regiões desérticas e são transportadas com o vento, atravessando oceanos e viajando de um lado para o outro na superfície do planeta.

Além de afetar a qualidade do ar e a saúde das pessoas, a poeira influencia diretamente na temperatura da atmosfera. Isso acontece porque partículas de diferentes materiais absorvem energia de maneiras diferentes. Minerais mais escuros, como ferro, absorvem mais calor proveniente do Sol e aquecem o ambiente que ocupam.

A EMIT se baseia em um instrumento chamado espectrômetro, capaz de detectar a luz em diferentes comprimentos de onda. Imagine que a luz refletida pelas partículas de poeira tem uma assinatura diferente conforme a composição mineral. A EMIT poderá identificar essas assinaturas e mapear a poeira presente na atmosfera terrestre, estimando sua composição e suas origens, para que os cientistas sejam capazes de investigar seu impacto no clima.

Continua após a publicidade
Compartilhe essa matéria via:

JPSS

O conjunto de satélites JPSS (Joint Polar Satellite System) da Nasa circula o planeta do Polo Norte ao Polo Sul, fazendo medições sobre a temperatura e a umidade da atmosfera terrestre, além das temperaturas da superfície do oceano.

Continua após a publicidade

Há dois satélites JPSS em órbita atualmente (chamados Suomi-NPP e NOAA-20), fornecendo dados e imagens que colaboram para sistemas de previsão do tempo. A missão é ampla e informa sobre fenômenos climáticos diversos, como inundações, poluição ou incêndios florestais.

Em 2022, um terceiro satélite, chamado JPSS-2, será lançado ao espaço, e outros três irão nos próximos anos, fornecendo dados meteorológicos até 2030.

SWOT

Continua após a publicidade

A missão SWOT (Surface Water and Ocean Topography) é uma parceria da Nasa com a agência espacial francesa Centre National d’Etudes Spatiales e promete ajudar os cientistas a mensurar a quantidade de água que os oceanos, lagos e rios da Terra contêm.

Ela se baseia em um satélite que será lançado em novembro deste ano e vai refletir pulsos de radar em superfícies de água e receber os sinais de retorno com duas antenas ao mesmo tempo. A partir dessa técnica, os cientistas poderão calcular a altura da água e rastrear mudanças no nível dos mares ou monitorar o fluxo de rios, por exemplo.

A ideia é que a missão ajude na compreensão dos efeitos das mudanças climáticas nas águas do planeta, além de entender a capacidade dos oceanos de absorver calor e os gases do efeito estufa.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

A ciência está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por SUPER.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Super impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 12,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.