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Nuvens desaparecendo são o futuro distópico que ninguém previu

Entre os muitos resultados desagradáveis do aumento de CO2 na atmosfera, pode acrescentar "dispersão das nuvens" e um aumento de 10ºC no seu termômetro.

Por Ana Carolina Leonardi Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 6 nov 2020, 13h02 - Publicado em 26 mar 2019, 15h02

Nuvens são ótimas aliadas para deixar o planeta mais fresco. Da radiação solar que cada nuvem recebe, uma média de 30% é refletida de volta para o espaço. Somando todos os raios solares refletidos por elas, temos que cerca de 7% dos raios que chegam até a Terra são mandada embora pelas nuvens.

Mesmo assim, é possível que você não ouça falar muito em nuvens quando o assunto é aquecimento global. Quando cientistas falam em mudanças climáticas, eles usam as simulações mais complexas e abrangentes que existem para determinar como diferentes fatores – do El Niño ao derretimento das calotas polares – vão afetar o clima da Terra no futuro. O problema é que, nesses modelos multifatoriais, alguns fatores são mais simples de modelar que os outros. E no grupo dos fatores complicados, estão as nuvens.

Um grupo de pesquisadores, usando supercomputadores da Nasa, decidiu trazer dados mais precisos sobre como elas podem reagir a diferentes cenários climáticos. Eles mapearam um tipo especial de nuvens: as chamadas stratocumulus. São nuvens baixas, que ficam a 2 mil metros de altura, e recobrem 20% da atmosfera terrestre.

O resultado mostrou um futuro distópico que nem a ficção científica antecipou. Nuvens não são fãs de dióxido de carbono. Quanto maior a concentração de CO2 na atmosfera, mais instáveis elas ficam. E, quando o nível de CO2 atinge um certo limiar… Elas simplesmente desmontam.

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O que os pesquisadores puderam calcular, pela primeira vez, é quanto CO2 seria necessário para alcançar um desastre dessas proporções.

A resposta é 1.2000 partes por milhão – o triplo do CO2 que existe na atmosfera hoje (que fica perto dos 410 ppm). No mais pessimista dos cenários, uma concentração dessas poderia ser alcançada no próximo século.

A consequência, nesse caso, é de um aumento médio de 8 ºC na temperatura global. Nos trópicos, seriam mais de 10 ºC, um aquecimento de proporções apocalípticas. Mas que não precisa se tornar realidade. Caso a concentração de dióxido de carbono na atmosfera não triplique, teremos uma coisa a menos para nos preocupar. 

A verdadeira importância do estudo é que ele deixa claro que existem fatores importantes – pouco explorados e não totalmente compreendidos –  que afetam diretamente os sistemas climáticos. Tê-los em conta vai nos ajudar a ter previsões cada vez mais completas e confiáveis do futuro climático. E esse é o passo número zero para evitar ao máximo qualquer futuro distópico – seja ele o fim dos dias nublados ou outro Armageddon natural qualquer.

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