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O prestígio de Jenner

O imperador francês Napoleão Bonaparte tinha ódio mortal à Inglaterra e a tudo que fosse inglês. Mas, sábio como era, nunca deixou que esse preconceito suplantasse seu interesse pela ciência e pelos novos conhecimentos que pudessem melhorar a saúde pública de seu país. Quando soube que o cientista inglês Edward Jenner (1749-1823) descobrira a vacina contra a varíola, no final do século XVIII, o imperador não teve dúvidas: mandou vacinar seu próprio filho. Logo depois, em 1803, começou a guerra entre a França e Inglaterra. Em consequência, muitos ingleses foram feitos prisioneiros pelos franceses. Entre eles, dois amigos de Jenner. Decidido a interceder por eles, o cientista mandou uma petição ao imperador. A guerra, naturalmente, fizera crescer aquele desapreço. Mas o amor a ciência ainda conseguiu prevalecer. Antes de rejeitar o apelo, Napoleão ouviu uma observação da imperatriz Josefina: era um pedido de Jenner. O imperador parou e refletiu: “Jenner? Nada podemos negar a esse homem”. E os dois ingleses foram libertados.