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Prática realmente leva à perfeição, diz estudo

Pode parecer clichê, mas a ciência comprova

Por Ana Luísa Fernandes 4 fev 2016, 16h00 • Atualizado em 11 mar 2024, 09h23
  • Um estudo realizado na Universidade de York, no Canadá, apontou que o aprendizado causa grandes impactos em longo prazo. Os cientistas analisaram como o cérebro é ativado com repetidos ensaios de dança. Para isso, pediram que 11 dançarinos do Balé Nacional do Canadá visualizassem movimentos de uma coreografia que estavam aprendendo, enquanto eram escaneados por um aparelho de ressonância magnética.  A intenção era ver como certas regiões do cérebro se comportavam ao longo de 34 semanas, enquanto a nova dança era ensinada e praticada.

    balé

    “Queríamos saber qual o impacto das mudanças que ocorrem quando alguém vai de aprender uma sequência de movimentos para se tornar um expert nisso”, diz uma das autoras do estudo, Rachel Bar. Essas mudanças, no caso, se referem à neuroplasticidade, ou à capacidade de adaptação do sistema nervoso quando exposto a novas experiências.

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    Os resultados mostraram que, na semana sete, regiões do cérebro que são suscetiveis à plasticidade estavam bem mais ativadas do que na semana um. Já na semana 34, a ativação não estava mais tão intensa. Mas isso não quer dizer que eles tenham se tornado dançarinos piores: quer dizer que, lá na semana sete, já tinham dominado completamente a coreografia. Como não tinham mais nada para aprender, o cérebro não precisava se adaptar a nenhum conhecimento novo.

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    A pesquisa diz que o processo de aprendizado humano funciona como um “U” invertido. Você começa de um lugar baixo, atinge o ápice e depois começa a cair, quando determinada tarefa já foi dominada. Um exemplo básico: quando alguém começa a aprender a dirigir, a plasticidade está extremamente ativada, e isso continua até que a pessoa tenha dominado todas as marchas, freio, acelerador, faróis e os outros sistemas. Depois, tudo se torna institivo, e o cérebro não tem nenhuma novidade para reter.

    “O estudo vai ajudar a entender melhor como funciona o aprendizado de atividades motoras, e também a desenvolver tratamentos efetivos para reabilitar cérebros danificados ou doentes”, comenta o pesquisador Joseph DeSouza.

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