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Ruínas extraterrestres

Quando o oceano recuou, deixou as pedras expostas ao vento, à chuva, aos rios e ao calor.

Em 1928, o naturalista austríaco Ludwig Schwennhagen viajou para as redondezas da cidade de Piripiri, no Piauí, e saiu de lá dizendo que tinha encontrado indícios da presença fenícia no Brasil. Schwennhagen se referia às estranhas ruínas urbanas que são conhecidas pelo nome de Sete Cidades. Segundo ele, o estilo das construções é característico dessa grande civilização de navegadores do Mediterrâneo. Ou seja, eles teriam aportado no Brasil três milênios antes de Cabral. Já o francês Jacques Mabieau não teve dúvidas de que as ruínas são obra de vikings escandinavos. O doidão suíço Erich von Däniken foi ainda mais longe. Em seu best-seller Eram os Deuses Astronautas?, disse com todas as letras que as sete cidades foram erguidas por ETs. A verdade é que não há ruína nenhuma na região. As estranhas formações rochosas são apenas vestígios do tempo em que tudo aquilo ficava no fundo do mar.

Quando o oceano recuou, deixou as pedras expostas ao vento, à chuva, aos rios e ao calor. O resultado é mais impressionante que qualquer ruína fenícia.