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Se a população cresce, o peso da Terra aumenta?

Não. Tudo por causa da famosa lei da conservação da massa de Lavoisier: “nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”

Por Bruno Vieira Feijó - Atualizado em 16 Maio 2018, 13h18 - Publicado em 31 Maio 2005, 22h00

A mesma massa que hoje está no solo, amanhã estará na folha de alface e depois nas células do corpo de quem comer essa alface. Então não: o peso da Terra se mantém fixo.

Salvo por uma ou outra queda de asteroide, o número de átomos no planeta é basicamente o mesmo de 4,5 bilhões de anos atrás, quando a Terra se formou. Desde então, nada se cria, tudo se transforma: os átomos seguem se recombinando em moléculas diferentes, e assim fabricam tudo o que existe na natureza, incluindo a população humana, e de animais, e de pedras, e de nuvens. “Quando um bebê está na barriga da mãe, ele se forma com os átomos dos alimentos que a mãe está consumindo. Nós vamos crescendo ao longo da vida ingerindo átomos dos alimentos. Por sua vez, os alimentos também se desenvolvem com os átomos das substâncias das quais se alimentam, criando uma cadeia que se recicla continuamente”, explica Renato Las Casas, astrofísico da UFMG.

Além disso, os mais de 7 bilhões de humanos que habitam a superfície representam um peso ínfimo perto do núcleo do planeta, constituído basicamente de ferro.

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