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Só restaram 4% das florestas de araucária no Brasil, revela estudo

Pesquisadores usaram imagens de satélites e IA para analisar esta mata típica do Sul do Brasil.

Por Manuela Mourão 17 ago 2025, 12h00 •
  • Por muito tempo, as copas verdes da Araucaria angustifolia dominaram o sul do Brasil. Hoje, essa silhueta símbolo da paisagem paranaense, catarinense e gaúcha está cada vez mais escassa e resiste em espaços cada vez menores. Agora, uma equipe de pesquisadores do projeto NAPI Biodiversidade decidiu mapear, com a ajuda de satélites e inteligência artificial, exatamente o que resta dessa mata, também conhecida como floresta ombrófila mista.

    Segundo os resultados da pesquisa, de uma cobertura original de 20 milhões de hectares, sobraram apenas 4,3% — cerca de 1,2 milhão de hectares.

    “Nossos resultados revelam que a floresta de araucárias está em uma condição ainda mais crítica do que se pensava anteriormente. Essa degradação severa exige ações urgentes, incluindo o fortalecimento das áreas protegidas existentes, a criação de novas unidades de conservação em regiões prioritárias e o desenvolvimento de políticas eficazes de restauração”, escrevem os autores da pesquisa publicada no periódico Biological Conservation.

    A degradação não é novidade. Ao longo do século 20, a floresta foi dizimada pela exploração madeireira intensa, pela expansão agrícola e pelo crescimento urbano. Mas o novo estudo traz um mapeamento mais detalhado e preciso do tamanho do problema. Os resultados saíram graças à utilização de imagens de satélite e modelagem baseada em aprendizado de máquina, os cientistas identificaram, pixel a pixel, cada fragmento sobrevivente da mata.

    “Grande parte da perda de mata ocorreu antes da década de 1970, mas o declínio contínuo da mata durante as décadas mais recentes é motivo de preocupação, especialmente porque esses declínios parecem estar concentrados nas principais áreas de distribuição de araucária.”

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    A pesquisa também propõe mudanças. Os autores recomendam o fortalecimento das áreas de proteção existentes, a criação de novas unidades de conservação e o avanço de políticas públicas de restauração ecológica. “Diante desse cenário, é urgente a implementação de estratégias eficazes de conservação e restauração ecológica que considerem as especificidades desse ecossistema, sua relevância biológica e os serviços ambientais que oferece, como a regulação climática e a conservação dos recursos hídricos”, pontuam os membros do NAPI.

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