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 Uma nuvem de areia do Saara chega à América esta semana. Entenda

Poeira do deserto cruza o Atlântico, influenciando o clima do Caribe e do sul dos Estados Unidos.

Por Manuela Mourão 4 jun 2025, 19h00 •
  • Uma imensa nuvem de poeira vinda do deserto do Saara atingiu o Caribe e está prestes a chegar no sudeste dos Estados Unidos esta semana, prometendo transformar os céus em tons nebulosos e potencialmente provocar uma “chuva suja”. 

    Este fenômeno, conhecido como Camada de Ar do Saara, ou Saharan Air Layer (SAL), é um evento atmosférico recorrente que transporta poeira fina através do Atlântico, afetando o clima e a qualidade do ar em diversas regiões.

    Originando-se no norte da África, a SAL é composta por ar quente, seco e carregado de poeira que se forma sobre o deserto do Saara durante a primavera, verão e início do outono. Impulsionada pelos ventos alísios, essa massa de ar pode percorrer mais de 8 mil quilômetros, atravessando o Atlântico e alcançando as Américas

    A poeira atingiu o Caribe no fim de semana. “Está muito nebuloso em Porto Rico”, disse Emmanuel Rodriguez, meteorologista do Serviço Meteorológico, na noite de domingo para o New York Times.

    Após ultrapassar o Caribe, a poeira deverá avançar para o Golfo do México e, em seguida, para os estados vizinhos da Flórida ao Texas. Céu nebuloso está previsto na região, possivelmente até sexta-feira. Altas temperaturas são esperadas nestes locais durante a passagem da nuvem de areia. 

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    A chegada da SAL pode influenciar significativamente o clima local. A poeira seca e quente tende a suprimir a formação de tempestades tropicais, reduzindo a umidade atmosférica. Esse efeito pode ser benéfico durante a temporada de furacões, pois inibe o desenvolvimento de ciclones tropicais.

    Além disso, a presença de partículas de poeira na atmosfera intensifica a dispersão da luz solar, resultando em amanheceres e entardeceres mais vibrantes, com tons avermelhados e alaranjados. 

    Entretanto, a combinação da poeira com a umidade pode levar à ocorrência de “chuva suja”, em que as gotas de chuva capturam partículas de poeira e, ao evaporarem, deixam resíduos em superfícies como carros e janelas. 

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    Embora a maior parte da poeira permaneça em altitudes elevadas, partículas finas podem atingir níveis próximos ao solo, afetando a qualidade do ar. Indivíduos com condições respiratórias pré-existentes, como asma, podem ter sintomas agravados, incluindo irritação nos olhos, nariz e garganta.

    Autoridades de saúde recomendam que pessoas sensíveis evitem atividades ao ar livre durante os períodos de maior concentração de poeira e considerem o uso de máscaras para minimizar a inalação de partículas. Além disso, é aconselhável manter-se informado sobre os índices de qualidade do ar fornecidos por agências ambientais locais.

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    Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, do inglês National Oceanic and Atmospheric Administration), “durante o período de pico, surtos da SAL surgem da costa da África a cada 3 a 5 dias, alcançam o oeste (tão a oeste quanto a Flórida, América Central e até o Texas) e cobrem vastas áreas do Atlântico (às vezes tão grandes quanto os 48 estados mais ao sul dos Estados Unidos).”

    Na Flórida, espera-se que a SAL traga céus nebulosos e possíveis chuvas leves até o fim de semana. No Texas, a chegada da poeira está prevista para quinta-feira, coincidindo com temperaturas elevadas no fim de semana. Além de seus impactos imediatos nos Estados Unidos, a poeira do Saara desempenha um papel crucial em ecossistemas distantes, como a fertilização da Floresta Amazônica com nutrientes essenciais.

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