“Viagra pode tratar e prevenir Alzheimer”. Não é bem assim…
Manchete que correu o mundo se baseia na interpretação equivocada de um estudo científico - que *não* mostrou eficácia desse medicamento contra a doença. Entenda o caso.
O que a notícia dizia:
Um estudo que analisou os dados de 7,2 milhões de idosos nos EUA constatou que a incidência de Alzheimer é 69% menor entre aqueles que fazem uso do medicamento. Isso supostamente acontece porque ele melhora a circulação sanguínea.
Qual é a verdade:
O trabalho (1) apontou uma correlação entre as duas coisas (uso de Viagra e menor taxa de Alzheimer), não uma relação causal entre elas. Ou seja, não prova nada. Pode ser só uma coincidência – e a menor incidência da doença entre consumidores do remédio se deva a outros fatores (como o fato de o Alzheimer reduzir o desejo sexual, e portanto o uso de Viagra). O próprio estudo admite isso: “A associação entre o uso de sildenafil (nome científico do remédio) e a menor incidência de Alzheimer não estabelece causalidade, que exigirá a realização de um teste randomizado”.
Fonte 1. Endophenotype-based in silico network medicine discovery combined with insurance record data mining identifies sildenafil as a candidate drug for Alzheimer’s disease. J Fang e outros, 2021.
Novo metrô de São Paulo deve sair em 2026. Veja os bastidores da construção
Groenlândia: nome da ilha vem de uma jogada de marketing furada dos vikings
A ciência achava que este tubarão que vive por 400 anos era cego. Um novo estudo diz que não é bem assim.
Desaparecimento, surfe e vida de enfermeira: 7 curiosidades sobre Agatha Christie
Como funciona o jogo do bicho?







