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Alexandre Versignassi

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Blog do diretor de redação da SUPER e autor do livro "Crash - Uma Breve História da Economia", finalista do Prêmio Jabuti.

A tatuagem na testa e o altruísmo do Homo sapiens

Caso do ABC mostra o que a natureza humana tem de pior – e mais importante: o que ela tem de melhor.

Por Alexandre Versignassi Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 jun 2017, 07h54 | Atualizado em 4 set 2024, 15h14
A tatuagem na testa e o altruísmo do Homo sapiens Priorizar nos meus resultados Google

Menos de 24 horas depois de os vídeos da tatuagem na testa terem viralizado, a vaquinha para removê-la tinha chegado ao valor pretendido, de R$ 15 mil.

Ver tanta gente querendo ajudar é algo tão revelador sobre a natureza humana quanto o crime dos torturadores. Temos entre nós indivíduos que praticam ações abjetas e sentem prazer com isso, mas eles são a exceção.

A regra são os indivíduos que gastam mais energia realizando ações construtivas, boas. Somos egoístas a maior parte do tempo. Não atrapalhamos a rotina dos outros, mas também não ajudamos. A gente vive e deixa morrer. Mas o altruísmo continua ali, latente, e, quando recebe o estímulo ideal, ele se levanta, cresce, se reproduz. É exatamente o que aconteceu nesse caso, e em tantos outros.

No conjunto da obra, a sociedade age de forma positiva. E é graças a isso que chegamos até aqui.

Não fosse por essa tendência construtiva, os primeiros Homo sapiens teriam esganado-se uns aos outros lá no Marrocos, há 300 mil anos, e as cadeias de carbono que hoje são parte do seu cérebro estariam agora habitando o corpo de um rato, ou de qualquer outra forma de vida na qual os indivíduos não atrapalham tanto uns aos outros, mas também não se ajudam.

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