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Bruno Garattoni

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Vencedor de 15 prêmios de Jornalismo. Editor da Super.

Starlink vai ajustar a órbita dos seus satélites – e trazê-los para mais perto da Terra

Constelação será reposicionada para ficar a 480 km de altitude, contra os 550 km atuais; entenda por que

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5 jan 2026, 16h00 •
  • O vice-presidente de engenharia da Starlink, Michael Nicolls, anunciou que a empresa vai ajustar a órbita dos seus satélites. Ao longo de 2026, eles irão sendo movimentados até que todos os satélites, hoje posicionados a 550 km de altitude, passem a ficar a aproximadamente 480 km do nível do mar. Atualmente, a Starlink tem mais de 9.000 satélites operacionais – que oferecem internet de alta velocidade em praticamente qualquer ponto da Terra. 

    Segundo Nicolls, a medida está sendo coordenada com outras empresas de satélite e com o US Space Command, órgão militar americano para questões espaciais. O objetivo do reposicionamento, de acordo com ele, é melhorar a segurança da órbita terrestre. 

    Com a nova altitude, os satélites Starlink que chegarem ao final de sua vida útil irão entrar em “decaimento balístico” (processo no qual o satélite é puxado pela gravidade e se desintegra na atmosfera) em poucos dias; na órbita atual, de acordo com Nicolls, isso pode levar mais de 4 anos. A órbita mais baixa, a menos de 500 km de altitude, também é menos congestionada por satélites operacionais e poluída por detritos espaciais.  

    Recentemente, um satélite Starlink que orbitava a 560 km tirou uma “fina” de um satélite chinês – os dois passaram a menos de 200 metros de distância, um nada para os padrões espaciais.   

    Há outro possível fator envolvido no reposicionamento da constelação Starlink. Até o final deste ano, a Amazon pretende colocar em órbita 1.600 satélites do seu novo serviço Leo, que irá competir com o Starlink. 

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    A constelação da Amazon, que está prevista para alcançar 3 mil satélites em 2029, irá orbitar entre 590 km e 630 km de altitude. Com o reposicionamento dos satélites Starlink, eles passarão a ficar mais longe dos rivais, evitando possíveis problemas. 

    Atualmente, o Amazon Leo conta com 180 satélites. Ele já está em testes nos EUA, com o lançamento comercial previsto para este ano. Segundo a Amazon, o serviço poderá alcançar velocidade de até 1 Gbps, superior à atualmente oferecida pela Starlink (400 Mbps para uso empresarial, e 200 a 300 Mbps para uso individual). A empresa de Elon Musk anunciou, em resposta, que irá aumentar sua velocidade de conexão para 1 Gbps ao longo de 2026.

    Além de fornecer internet comercial, a Starlink também presta serviços às Forças Armadas dos EUA. Trata-se da rede Starshield, que utiliza outros satélites – e deverá contar com 480 deles até o final deste ano.  

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