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Alergia a gato tem cura?

Não consegue ficar perto de um felino sem ser atacado pela alergia? Ela pode não ter cura, mas nem tudo está perdido

Por Alexandre Carvalho
19 jan 2023, 18h10

Cura, cura mesmo, não tem. Mas há caminhos para enfrentar sua alergia até o ponto de eliminar os sintomas. Cada pessoa responde aos tratamentos de um jeito, mas um alérgico a gato tem chance, sim, de conviver com o bichano sem passar mal o dia inteiro. 

Vale uma explicação antes. Não é o pelo do gato em si que provoca espirros e tosse, coceira no nariz, garganta e olhos, obstrução nasal, coriza, manchas vermelhas pelo corpo e, nos casos mais graves, até dificuldade de respirar. A causa das crises alérgicas é uma proteína chamada Fel d 1, presente na saliva do animal. Essa proteína se liga à pele seca do gato, que se desprende como caspa e flutua no ar depois que o bicho se dá aquele banho de língua. Com isso, um alérgico pode ter reações mesmo quando o gatinho não está por perto. Os alérgenos do gato têm um sexto do tamanho do pólen e podem levar meses para desaparecer de um ambiente. 

Sabendo disso, é possível tomar uma série de providências para minimizar os danos. Começando por você: procure um médico alergista para conferir se seu problema tem a ver com o gato mesmo. Um teste simples é capaz de revelar se sua alergia é do contato com o bichano ou tem outros motivos, como ácaros na sua casa ou as flores dentro do apartamento. Se a causa for o felino, vale contar com o que a medicina tem a oferecer: anti-histamínicos, corticoides nasais ou orais ajudam a diminuir os sintomas. A imunoterapia também é capaz de excelentes resultados.   

E aí partimos para mudanças na sua casa. Uma das principais é estabelecer limites: o quarto em que você dorme deve ser um território só seu, não dele. (Ok, é difícil com um bichinho tão mandão, mas vale a pena tentar.) Se for impossível, use capas especiais para evitar que os alérgenos penetrem no seu colchão e travesseiros. 

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E repense a decoração. Um tapete pode acumular até cem vezes mais alérgenos do que um piso de madeira. 

Fabricantes de ração também buscam formas de mitigar o problema. A Purina, por exemplo, vende desde 2021 um alimento para gatos com uma proteína que neutraliza em parte a Fel d 1. De acordo com a empresa, a redução nos alérgenos é de 47% a partir da terceira semana.   

Mais: pesquisadores do Long Island College Hospital (EUA) concluíram que os donos de gatos de cor escura são mais propensos a relatar sintomas de alergia do que aqueles com bichanos de cor mais clara. E que as fêmeas produzem um nível mais baixo de alérgenos do que os machos.

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