Oferta 4.4: Super em casa por 9,90
Imagem Blog

Oráculo

Por aquele cara de Delfos Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Ser supremo detentor de toda a sabedoria. Envie sua pergunta pelo inbox do Instagram ou para o e-mail maria.costa@abril.com.br.

Bebida alcoólica corta mesmo o efeito dos remédios?

Corta, sim. Mas também pode provocar um efeito ainda mais perigoso: aumentar a potência dos medicamentos que você tomou.

Por Oráculo 4 out 2013, 18h28 • Atualizado em 5 jun 2019, 17h22
  • Bebida alcoólica corta o efeito dos remédios?
    Pergunta de Rauel Manchini, Rondonópolis, MT

    Sim, o efeito do remédio pode diminuir. Mas também pode acontecer o contrário. Álcool e medicamentos são considerados drogas, e essas substâncias, no organismo, ativam receptores específicos. “Quando duas drogas são administradas juntas, pode ocorrer uma competição por esses receptores, fazendo com que o efeito de um ou de outro diminua ou aumente”, explica Gerson Appel, farmacêutico e diretor da Associação Nacional dos Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag).

    Além disso, como a bebida alcoólica tem efeito diurético, ou seja, estimula o esvaziamento bisonho e frenético da bexiga, acaba levando o medicamento privada adentro. Isso impede que o remédio fique no sangue em concentração suficiente para fazer efeito. “Outra questão é o risco de sobrecarga do organismo em metabolizar os princípios ativos dos medicamentos e do etanol”, diz Appel.

    Alguns remédios não sofrem alteração em contato com o álcool. É o caso, por exemplo, de certos anticoncepcionais e remédios para gripe. Tudo isso também varia de acordo com a dose, a concentração de álcool e a sensibilidade para birita de cada pessoa. Appel faz um appelo: não é possível generalizar, cada remédio é diferente e, para ter certeza, só lendo a bula. Na dúvida, não misture.

    Confira alguns exemplos do efeito de misturar remédio com mé:

    Continua após a publicidade

    Antidepressivos: o álcool potencializa seus efeitos sedativos e pode causar alterações psicomotoras, como diminuição dos reflexos e da atenção, confusão mental e até quedas.

    Ansiolíticos: misturá-los com bebida pode levar à depressão cardiovascular ou respiratória grave, potencialmente mortal.

    Anti-inflamatórios: aumenta a irritação gástrica e os riscos de sangramentos gastrintestinais.

    Antibióticos: serão mais facilmente eliminados pela urina, perdendo o efeito terapêutico.

    Publicidade
    TAGS:

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
    Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    ECONOMIZE ATÉ 52% OFF

    Revista em Casa + Digital Completo

    Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 12,99/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).