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Por que algumas pessoas têm o umbigo para fora e outras para dentro?

Hora de parar de olhar apenas para o próprio umbigo

Por Leo Caparroz
Atualizado em 16 set 2022, 10h50 - Publicado em 16 set 2022, 10h49

O umbigo nada mais é do que uma cicatriz deixada pela queda natural do coto – aquele restinho de cordão umbilical que permanece na barriga do bebê por alguns dias após o parto. Na maioria das vezes, seu formato é puro fruto do acaso. Se é para dentro ou para fora (estes são poucos, aparecem em 5% a 10% das pessoas), isso não tem a ver com o jeito como o cordão foi cortado ou a maneira com que seus pais cuidaram do coto. 

Superstições que associam uso de moedas ou outros objetos para manter o umbigo para dentro são o que são: superstições. Além disso, elas podem atrapalhar a limpeza do coto e levar bactérias e sujeira para a região. Não faça.

Algumas condições médicas, porém, podem influenciar na aparência final do seu umbigo. Se, quando bebê, você teve hérnia umbilical, a chance é maior de entrar para o clube dos “para fora”. Essa hérnia acontece quando, ainda durante a gestação, uma pequena parte do intestino em crescimento se projeta por uma abertura de seus músculos abdominais. Geralmente esse pedaço fujão volta para o lugar dele logo no primeiro ano de vida do bebê, mas até aí já produziu um efeito: o deslocamento intestinal pode ter chegar ao umbigo, empurrando-o para fora. 

E aquele umbigo “forista” das mães? Durante a gravidez, é bastante comum que o delas também salte para o mundo. Isso é consequência da pressão exercida pela pessoinha crescendo dentro do seu útero. Depois do parto, a tendência é que o umbigo da mulher volte a ser uma cavidade, como era antes.

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Pergunta de Giovanna Zanardi, São José dos Campos, SP

Fonte: Soraia Pereira Costa, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP)

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