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Quem determina quando a sigla LGBTQIA+ vai ganhar uma letra nova?

Veja uma breve história do movimento.

Por Bruno Carbinatto
13 jul 2025, 18h00 • Atualizado em 13 jul 2025, 18h41
  • Ninguém em específico: a sigla vai evoluindo de acordo com as pautas do movimento, seguindo principalmente as tendências da sociedade americana.

    A história das siglas começa juntamente com o próprio movimento LGBT, no final da década de 1970 – pessoas de minorias sexuais já existiam antes disso, claro, mas foi nesta época que passaram a se organizar em coletivos sociais para reivindicar direitos e combater preconceitos. No Brasil, por exemplo, surgem os primeiros folhetins voltados para esta temática: o Lampião da Esquina, feito por e para pessoas homossexuais, e o Chanacomchana, um jornal (obviamente) lésbico.

    No comecinho, o termo “gay” era usado para resumir todo o grupo. A primeira sigla a surgir por aqui foi simplesmente “GLS”: “gays”, “lésbicas” e “simpatizantes” – estes últimos sendo pessoas heterossexuais que apoiavam a causa. Essas três letrinhas persistiram até depois dos anos 2000, mas foram gradualmente substituídas pela “GLB” – aqui, saem de cena os simpatizantes e entram os bissexuais.

    Mais tarde veio a clássica “LGBT”, adicionando as pautas das pessoas transexuais e travestis ao movimento e colocando o “L” na frente do “G” para maior visibilidade das lésbicas. Essa versão é provavelmente a mais usada no mundo.

    Nos últimos anos, porém, novas identidades passaram a ser representadas também, especialmente nos EUA. Não há um consenso sobre quais entram ou não – isto varia bastante dependendo de lugar e de contexto, e círculos mais progressistas costumam adotar acrônimos maiores. 

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    Uma sigla recente e comum, por exemplo, é a LGBTQIAPN+: o Q é de “queer”, uma palavra em inglês que significa “bizarro” ou “esquisito” e que era inicialmente um xingamento contra minorias, mas que foi ressignificado como um termo cultural pela comunidade para descrever identidades que não se encaixam nos padrões; o I é de “intersexo”, antes chamados pelo termo inadequado “hermafroditas”; o A, de “assexuais”; o P de “panssexuais” e o N de “não-binários”. O “+”, por sua vez, é a parte pragmática: incluí todas as outras identidades minoritárias. Por isso, para fins de resumo, a sigla LGBT+ também pode ser utilizada.

    Pergunta de @fernanda1sa, via Instagram

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