O amor, a matemática e o surgimento dos números
Por Daiane Brito Quem diria? A matemática também pode ser romântica. Quem assistiu ao filme adolescente A Culpa É das Estrelas pode confirmar. Se você ainda não viu (e se não sabe nada sobre o livro), não se preocupe, o spoiler é de leve. Em uma das cenas, a protagonista Hazel diz: “Existe uma quantidade […]
Por Daiane Brito
Quem diria? A matemática também pode ser romântica. Quem assistiu ao filme adolescente A Culpa É das Estrelas pode confirmar. Se você ainda não viu (e se não sabe nada sobre o livro), não se preocupe, o spoiler é de leve. Em uma das cenas, a protagonista Hazel diz:
“Existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1 (…) Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros (…) Mas, Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito”
Hazel cita os números para explicar sua relação com Gus. Mas, afinal, como eles surgiram? Assim como (quase) todas as coisas inventadas, eles surgiram da necessidade do homem. No começo, para contar, eram usados ossos, marcas em varas, nós em cordas e até pedras, que mais tarde serviriam de inspiração para nomear o Cálculo, que em latim significa contar com pedras.
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A vida sem números: saiba como era a vida antes (e durante) a invenção dos algarismos
Com o surgimento das civilizações, os valores foram ficando altos demais. Então, começaram as representações, que foram mudando ao longo de milhares de anos. Com influências de diversos povos e baseados nos conceitos hindus, os árabes levaram à Europa a numeração universal que conhecemos hoje. Inclusive, estes algarismos são fontes de algumas teorias curiosas (e umas meio forçadas) que tentam explicar suas formas:
O zero foi o último a ser criado pelos hindus, que precisavam representar a ausência de valor de alguma forma. Assim surgiu a regra que o valor do algarismo varia de acordo com sua posição. Por exemplo, em 287, o 8 representa a dezena 80. Já em 207, o zero significa a ausência de dezena.
A notação numérica indo-arábica de 0 a 9 permite uma série enorme de combinações e na matemática, quando um resultado assume valores superiores a qualquer número real, dizemos que ele “tende ao infinito” (representado por uma seta em direção àquele oito deitado ∞, que você já deve ter visto numa tatuagem por aí). Provavelmente era desse infinito em particular que Hazel falava.









