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Afrodisíaco e mostarda

Tá quente, tá frio. O Gelol provoca uma mistura de sensações na pele para que você esqueça a dor. E ainda por cima com um gostinho de mostarda

Por Suzanna Ferreira Atualizado em 23 mar 2017, 15h45 - Publicado em 24 jun 2010, 22h00

O FRIO – Mentol

Mentol vem da…planta menta, isso mesmo. Mas pode ser produzido em laboratório (é mais barato). O óleo ativa sensores que induzem o frio na sua pele. Aí começa o processo do Gelol. Quando nos machucamos, o cérebro recebe a informação de que há uma lesão. E sentimos dor. O Gelol usa o truque de mandar outra informação ao cérebro, para que ele não se concentre na lesão – e a dor seja ofuscada. A distração é a sensação de frio, que manda o cérebro se preocupar em aquecer a região. O processo continua com outro ingrediente: a terebentina.

O CALOR – Terebentina
Vem dos pinheiros – a terebentina é a resina destilada dessas árvores. Seu segredo para aparecer no Gelol: calor. Ela age em parceria com o mentol. Depois de sentir a pele resfriada, o organismo entende que precisa enviar mais sangue ao local. É aí que a terebentina entra: ajuda a esquentar a pele, dilatando os vasos sanguíneos. E o inchaço causado pela lesão diminui.

O AFRODISÍACO – Salicilato de metila
Estimulante sexual para abelhas. Os machos da tribo Euglossini (uma tribo que reúne algumas espécies de abelhas) são atraídos por esse composto, presente em uma planta chamada Gaultheria procubens. No organismo deles, o salicilato é metabolizado e libera um feromônio, capaz de atrair as fêmeas para a cópula. Já o salicilato que aparece no Gelol não atrai abelha nenhuma. Ele é produzido em laboratório e age como anti-inflamatório – inibe a resposta da dor que o corpo ativa quando tomamos uma pancada.

O TEMPERO – Mostarda
Este você coloca na carne e na salada. É mostarda, tirada na forma de óleo de sementes. O fabricante não revela o tipo de mostarda usada no Gelol. Mas a originária da Brassica nigra, picante e presente em receitas de curry, costuma ser a preferida da indústria farmacêutica – ajuda a aquecer a pele e melhorar a circulação sanguínea. No Gelol, a função não é terapêutica. É mais um tempero mesmo. Misturada a outras essências, como a de alfazema, cria o aroma do produto.

A GORDURA – Triglicérides de ácidos graxos
Banha de plantas. Ou seja, gordura vegetal, de fontes como soja, canola, dendê e girassol. Por que você esfrega isso na pele? Sem os triglicérides, a mistura toda do Gelol não ficaria homogênea por todo o prazo de validade do produto. Sem eles você também não teria os sabonetes vegetais. A glicerina, retirada dos triglicérides, previne o ressecamento da sua pele nesses produtos, porque tem função hidratante.

Fontes Hypermarcas, fabricante do Gelol; Anvisa; Maely Retto, farmacêutica do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia; Maria Aparecida Nicoletti, professora de farmácia da UnG; Nelson Morini, especialista em medicina esportiva; Rodrigo Kaz, especialista em medicina esportiva do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo; Said Gonçalves da Cruz Fonseca, professor de farmacotécnica da UFC; Samuel Boff, pesquisador do Instituto de Biociências da USP.

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