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Calendário próprio: o espaço a partir de seus pés

Aprenda a construir o gnomon, um dos instrumentos mais importantes da história da Astronomia.

Usando uma simples vareta fincada no chão, o homem elaborou conceitos básicos de espaço e tempo, mapeou a Terra e o céu, e montou os calendários solares. É o gnomon, que mostrou ao homem os quatro pontos cardeais. Junho é o mês ideal para você construir o seu próprio gnomon. Primeiro, porque neste mês o Sol passa ao norte de todo o Brasil, deixando longas sombras. Segundo, porque as chances de dias ensolarados, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, é maior do que em outras épocas. Você pode construir seu gnomon em qualquer lugar – a quadra esportiva ao ar livre da sua escola, por exemplo. Basta conferir se o terreno é mesmo plano. Com o gnomon, você vai determinar os quatro pontos cardeais só seguindo a sombra da vareta. Repare que, até o meio-dia mais ou menos, ela vai se encurtando. Depois se alonga de novo. A sombra mais curta indica a direção norte-sul, sendo o norte o lado em que o Sol se encontra. Qualquer linha que cruze a sombra mais curta na perpendicular aponta para leste-oeste. O leste fica à direita de quem olha para o norte. Estique um barbante comprido sobre a linha norte-sul. Agora, colocando sobre ela mapas de sua cidade, do seu Estado ou do mundo, você localiza a direção de vários lugares. Note que, para cada ponto sobre a linha norte-sul, existem um leste e um oeste.

Receita para fazer um gnomon

1 – O material

Uma vareta reta, de 1 metro de comprimento, um prumo, um nível e um lápis.

2 – A posição

Com o nível, confira se o terreno é plano. Use o prumo para colocar a vareta bem na vertical.

3 – As sombras

Desenhe a sombra da vareta no chão a cada cinco minutos, entre 11 horas e 1 da tarde.

4 – Pontos cardeais

A sombra mais curta indica a direção Norte-Sul. Uma linha perpendicular aponta para Leste-Oeste.

De olho no céu

Rebu de planetas

Logo antes do amanhecer do dia 23, acontece uma bela reunião de planetas, próximo às Três Marias, na constelação de Orion. O astro mais brilhante, à esquerda, é Vênus. Acima dele, há dois pontos avermelhados: o mais baixo é Mercúrio e o mais alto, um pouco à esquerda, é Marte. Não se confunda: há outro astro avermelhado, próximo: é Aldebaran.

Hale-Bopp em junho

O cometa está cada vez mais perto. Este mês, ele chega a 500 milhões de quilômetros da Terra. Aparece na constelação de Sagitário, ao lado de Júpiter. A magnitude de 6,5 indica um brilho muito fraco. Não dá para ver a olho nu. Mas é possível localizá-lo com pequenas lunetas ou binóculos. As melhores oportunidades estão na segunda quinzena, entre as 23 horas e 4 horas da manhã. Sempre longe das luzes da cidade.