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Passe livre

Para ser considerado cidadão de um país, há duas maneiras: ou você nasce no território ou tem antepassados diretos de lá. Ainda assim, a regra não é clara

Por Karin Hueck - Atualizado em 20 jan 2017, 20h29 - Publicado em 6 dez 2015, 12h45

Sangue do nosso sangue

Países asiáticos – muitos deles, os mais populosos do mundo – conferem sua nacionalidade só a quem tiver origens étnicas por lá. Ou seja, não vale chegar chegando.

Mulher não é gente?

Em muitos países árabes, mulheres não podem transmitir sua nacionalidade para filhos ou maridos. Essa lei vingou em países ocidentais até recentemente. Caiu na França em 1973, na Alemanha em 1979, na Itália e Espanha em 1983. O último país a derrubar a lei foi o Suriname, em 2014.

Jus sanguinis

O direito de sangue – o jus sanguinis – foi desenvolvido no século 19, e o maior exemplo dessa categoria na época era a Alemanha, preocupada em proteger o “autêntico espírito alemão”.

Em números de países

66 – jus sanguinis sem discriminação
46 – nem filho nem esposo podem receber

Vira-casaca

As principais exigências para a naturalização em outro país são tempo de residência, domínio do idioma, não ter histórico criminal e ter renda significante. Ainda assim, não é automática. O pedido pode ser negado.

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2 anos:
Argentina
Bolívia
Peru

3 anos:
Uruguai
Paraguai
Canadá

4 anos:
Brasil
Austrália

5 anos: 
Irlanda
Estados Unidos
Chile
México
Bélgica
França
Reino Unido
Polônia
Indonésia
Japão
Nova Zelândia

6 anos:
Portugal

7 anos:
Luxemburgo
Islândia
Noruega

8 anos:
Alemanha
Estônia
Hungria

9 anos:
Dinamarca

10 anos:
Grécia
Itália
Angola
Áustria

12 anos:
Suíça

20 anos:
Butão
Brunei

25 anos:
Andorra
Bahrein
Catar

30 anos:
Liechtenstein
Emirados árabes unidos

Privilégios de naturalização

Cidadãos da Islândia, Suécia, Noruega, Finlândia ou Dinamarca só precisam morar dois anos entre si para se naturalizar. Neozelandeses podem morar na Austrália. Em Israel, a “Lei do Retorno” permite judeus adquirir a nacionalidade quase automaticamente. A Espanha e a França facilitam a naturalização de cidadãos de suas ex-colônias. Atletas de alto nível tendem a ser naturalizados  rapidamente em qualquer país.

Pagou passou

Em certos países, basta abrir a carteira e investir no mercado local para ganhar a cidadania automática. Melhores barganhas:

Residência automática e depois pedido de naturalização (em milhões de reais)

0,8 milhões – Hungria
1,6 milhões – Irlanda
3,2 milhões – Portugal
4 milhões – Holanda
11 milhões – Austrália
12,9 milhões – Áustria

Naturalização automática (em milhões de reais)

0,2 milhões – Dominica
1,1 milhões – St. Kitts e Nevis
1,1 milhões – Antígua e Barbuda
3,7 milhões – Malta
16,2 milhões – Chipre

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