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A história do Rock – Alternativo

Strokes, Weezer, Muse – o novo rock da virada do século.

 (Christopher Polk/Getty Images)

Com a perda de força do rock nas paradas mundiais, convencionou-se chamar as novas bandas que surgiram no pós-grunge e britpop como alternativas. Alternativas ao pop, hip-hop e dance music que invadiram as pistas nos últimos 20 anos.

Alternativas também em oposição ao mainstream, no sentido de que muitas delas se contentam em trabalhar para seu nicho, sem se importar muito com o grande público. Isso ajudou as bandas a radicalizar suas características, fazendo com que cada uma seguisse seus instintos mais livremente e soando de forma bastante peculiar.

Curiosamente, dessa forma muitas delas acabaram alcançando sucesso estrondoso. Pelo menos entre seus fãs, que fique claro.

Apesar de ter surgido quando o grunge ainda estava no auge, o Weezer foi uma das primeiras a serem rotuladas como alternativas. Seu primeiro disco, de 1994 – que tem apenas o nome da banda, mas foi apelidado de Blue Album pela cor azul de fundo -, foi puxado pelo hit “Buddy Holly” e fez um tremendo sucesso. A banda liderada pelo nerd Rivers Cuomo seguiu lançando alternadamente discos coloridos, como o Green em 2001, o Red em 2008, o White em 2016 e o Black neste ano.

Apesar de ter surgido quando o grunge ainda estava no auge, o Weezer foi uma das primeiras a serem rotuladas como alternativas. Seu primeiro disco, de 1994 – que tem apenas o nome da banda, mas foi apelidado de Blue Album pela cor azul de fundo -, foi puxado pelo hit “Buddy Holly” e fez um tremendo sucesso. A banda liderada pelo nerd Rivers Cuomo seguiu lançando alternadamente discos coloridos, como o Green em 2001, o Red em 2008, o White em 2016 e o Black neste ano. (Timothy Hiatt/Getty Images)

O vocalista e compositor Brendon Urie, que cita Frank Sinatra, Queen e My Chemical Romance como algumas de suas influências, é o único membro remanescente dessa banda formada por amigos de infância em Las Vegas em meados dos anos 2000. Tachado por seus detratores como emo e rock orientado ao pop, o Panic! at the Disco tem na produção impecável um de seus trunfos. E outro no ego de Urie, que enxerga no segundo disco, Pretty.Odd., de 2008, um trabalho comparável ao dos Beatles.

O vocalista e compositor Brendon Urie, que cita Frank Sinatra, Queen e My Chemical Romance como algumas de suas influências, é o único membro remanescente dessa banda formada por amigos de infância em Las Vegas em meados dos anos 2000. Tachado por seus detratores como emo e rock orientado ao pop, o Panic! at the Disco tem na produção impecável um de seus trunfos. E outro no ego de Urie, que enxerga no segundo disco, Pretty.Odd., de 2008, um trabalho comparável ao dos Beatles. (Divulgação/Reprodução)

Com um som pesado calcado em guitarras distorcidas e que não dispensa os sintetizadores, o Muse transita num rock sem frescuras, com riffs que não devem nada ao heavy metal. A mistura agradou em cheio: os seis últimos de seus oito álbuns emplacaram em primeiro lugar na parada britânica. Antenados com as atuais características do consumo de música digital, eles não gravaram The Simulation Theory como se fosse um álbum, mas sim uma reunião de singles esparsos, o que exigiu mais de um ano de trabalho da banda.

Com um som pesado calcado em guitarras distorcidas e que não dispensa os sintetizadores, o Muse transita num rock sem frescuras, com riffs que não devem nada ao heavy metal. A mistura agradou em cheio: os seis últimos de seus oito álbuns emplacaram em primeiro lugar na parada britânica. Antenados com as atuais características do consumo de música digital, eles não gravaram The Simulation Theory como se fosse um álbum, mas sim uma reunião de singles esparsos, o que exigiu mais de um ano de trabalho da banda. (Scott Dudelson/Getty Images)

A canção ”Radioactive”, do primeiro álbum do Imagine Dragons, foi eleita o maior hit de rock de 2012 pela revista Rolling Stone. Pelo estilo, poderia ser igualmente o maior hit pop. Rock ou pop, o fato é que a produção requintada, fora as colaborações com rappers, fizeram a banda colocar seus quatro álbuns em primeiro ou segundo lugar nas paradas americanas. A mistura faz lembrar seus conterrâneos do Panic! at the Disco, que, como os dragões imaginários, estarão neste Rock in Rio.

A canção ”Radioactive”, do primeiro álbum do Imagine Dragons, foi eleita o maior hit de rock de 2012 pela revista Rolling Stone. Pelo estilo, poderia ser igualmente o maior hit pop. Rock ou pop, o fato é que a produção requintada, fora as colaborações com rappers, fizeram a banda colocar seus quatro álbuns em primeiro ou segundo lugar nas paradas americanas. A mistura faz lembrar seus conterrâneos do Panic! at the Disco, que, como os dragões imaginários, estarão neste Rock in Rio. (Divulgação/Reprodução)

Os Strokes são a banda de rock alternativo por excelência. Despontaram em 2001 e, com seu rock clássico, focado no bom e velho trio baixo, guitarra e bateria, fizeram mais sucesso na Inglaterra, onde o álbum de estreia Is This It atingiu o segundo lugar, do que na terra natal americana. O disco trouxe uma batelada de rocks simples e eficientes, mas continha uma gafe: a música “New York City Cops”, uma crítica aos policiais da cidade, não caiu bem após o atentado de 11 de Setembro, no qual dezenas de oficiais morreram. Acabou retirada do CD americano. O mal-estar se desfez nos quatro discos seguintes, todos eles no top ten dos dois países. Em Room on Fire (2003) e First Impressions from the Earth (2006), os Strokes conseguiram ser ainda mais pesados do que na estreia, criando uma trilogia difícil de ser batida no novo milênio. Em 2009, o cantor Julian Casablancas fez uma tentativa não muito bem-sucedida de carreira solo e acabou voltando para os Strokes. Em 2014, porém, criou uma banda paralela, The Voydz, com a qual já lançou dois discos. Julian é filho do fundador da Elite Models, John Casablancas, com uma, é claro, modelo. Já o baterista Fabrizio Moretti é filho de um italiano com uma brasileira e, apesar de ter nascido no Rio de Janeiro, foi morar em Nova York aos 3 anos de idade. Em 2016, os Strokes lançaram um EP com três canções novas e, apesar de terem voltado a se apresentar em 2019, após dois de hiato, a banda não tem soltado notícias sobre um próximo álbum.

Os Strokes são a banda de rock alternativo por excelência. Despontaram em 2001 e, com seu rock clássico, focado no bom e velho trio baixo, guitarra e bateria, fizeram mais sucesso na Inglaterra, onde o álbum de estreia Is This It atingiu o segundo lugar, do que na terra natal americana. O disco trouxe uma batelada de rocks simples e eficientes, mas continha uma gafe: a música “New York City Cops”, uma crítica aos policiais da cidade, não caiu bem após o atentado de 11 de Setembro, no qual dezenas de oficiais morreram. Acabou retirada do CD americano. O mal-estar se desfez nos quatro discos seguintes, todos eles no top ten dos dois países. Em Room on Fire (2003) e First Impressions from the Earth (2006), os Strokes conseguiram ser ainda mais pesados do que na estreia, criando uma trilogia difícil de ser batida no novo milênio. Em 2009, o cantor Julian Casablancas fez uma tentativa não muito bem-sucedida de carreira solo e acabou voltando para os Strokes. Em 2014, porém, criou uma banda paralela, The Voydz, com a qual já lançou dois discos. Julian é filho do fundador da Elite Models, John Casablancas, com uma, é claro, modelo. Já o baterista Fabrizio Moretti é filho de um italiano com uma brasileira e, apesar de ter nascido no Rio de Janeiro, foi morar em Nova York aos 3 anos de idade. Em 2016, os Strokes lançaram um EP com três canções novas e, apesar de terem voltado a se apresentar em 2019, após dois de hiato, a banda não tem soltado notícias sobre um próximo álbum. (Kevin Winter/Getty Images)