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Japão – Made in Brazil

O Japão é aqui. Desde que o primeiro navio com imigrantes aportou em Santos há 100 anos, quase 1,5 milhão de japoneses e descendentes chamam o Brasil de lar. Veja as cenas, os hábitos e as pessoas do Japão que é feito no Brasil

Por Da Redação Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
31 Maio 2008, 22h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h54
  • Texto Karin Hueck

    Tradição

    Nestes nichos de madeira estão as cinzas de famílias inteiras. O templo Kinkaku-ji, em Itapecerica da Serra (SP), tem inspiração budista, mas recebe pessoas de todas as religiões. É o caso de Darcy Chiromi Yai, católica e filha de japoneses, que veio acender um incenso em memória de seus sogros.

    Atletas nikkeis

    Beisebol

    Dos 25 mil praticantes de beisebol no Brasil, dois terços são descendentes. O Centro de Treinamento da Yakult, em Ibiúna, onde Welington Honda pratica, prepara jogadores para uma carreira no exterior.

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    Sumô

    Em São Paulo, os treinos são em todos os fins de semana. Cerca de 600 atletas lutam sumô de forma amadora, como o estudante Leandro Monma, de 22 anos.

    Gateball

    Todos os dias, às 7 da manhã, idosos se reúnem no Ibirapuera para praticar gateball, uma espécie de críquete muito popular no Japão. A média de idade desses atletas é 70 anos.

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    Nagandaya

    Karaokê

    O grupo de amigos de Indaiatuba vem de vez em quando a São Paulo para cantar. Alugam uma sala e escolhem as músicas – todas em japonês. O mundo do karaokê é bem maior do que se imagina: só no estado de São Paulo, há 5 campeonatos por semana, que reúnem mais de 300 pessoas cada.

    Livros e comidas

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    As lojinhas de comida importada no bairro da Liberdade, em São Paulo, estão sempre cheias. Já as livrarias estão cada vez mais vazias. Seja pelo preço elevado dos livros– entre R$ 30 e R$ 200, o dobro do que custam no Japão –, seja porque é cada vez mais raro encontrar leitores de kanji, um dos alfabetos japoneses.

    O velho x o novo

    Kyoto na mata atlântica

    Esta cópia do templo do Pavilhão Dourado de Kyoto fica em Itapecerica da Serra. O palácio japonês, que é zen-budista, foi construído em 1398. A versão brasileira é quase 600 anos mais nova e não está ligada a uma religião específica. No nosso Kinkaku-ji dá até para organizar piqueniques e churrascos!

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    Liberdade

    Até a década de 1980, a produção pop japonesa era consumida quase só por membros da colônia. Aos poucos, mangás, filmes e animações passaram a chamar a atenção dos não-orientais. O bairro da Liberdade, com pouco mais de 60 mil habitantes, abriga a maioria dos redutos nipônicos de São Paulo: são dezenas de bares, restaurantes, oficinas de mangá e até boates de origem e público japoneses.

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