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Lua é adicionada a lista de sítios culturais em perigo pela primeira vez

O Fundo Mundial de Monumentos teme que os restos dos pousos na Lua possam ser apagados por novas e inconsequentes missões ao satélite.

Por Eduardo Lima
21 jan 2025, 12h00

O Fundo Mundial de Monumentos (WMF, na sigla original em inglês) é uma ONG internacional dedicada a catalogar e preservar o patrimônio cultural do globo. Agora, saindo um pouco de sua área de atuação usual, o planeta Terra, a organização incluiu a Lua em sua lista de sítios culturais ameaçados.

A ONG organiza, desde 1996, uma lista com monumentos e locais de patrimônio histórico que podem estar em risco. Na lista de 2025 – a primeira desde 2022 –, o WMF chamou atenção para 25 sítios, como Qhapaq Ñan, a rede de estradas do Império Inca, e a península de Noto, no Japão, que sofreu um forte terremoto em 2024.

Além dos monumentos e sítios históricos na Terra, o WMF também incluiu a Lua na lista por causa de uma “nova era de exploração espacial”. Com viagens comerciais à Lua no horizonte da corrida espacial entre empresas privadas, a ONG destaca a necessidade de proteger os restos físicos e artefatos dos primeiros pousos na Lua, para preservar “os símbolos duradouros dessa conquista humana coletiva”.

A primeira viagem comercial à Lua aconteceu em fevereiro de 2024, quando o módulo não-tripulado Odysseus IM-1 da empresa Intuitive Machines chegou na superfície lunar. Foi a primeira vez que um veículo fabricado nos Estados Unidos pousou na superfície do satélite natural desde o fim do programa Apollo, em 1972.

Patrimônio cultural e aeroespacial

Num comunicado à imprensa, a presidente do WMF, Bénédicte de Montlaur, justificou a inclusão da Lua na lista de sítios culturais ameaçados por causa de “riscos crescentes em meio à aceleração de atividades lunares, realizadas sem protocolos de preservação adequados”.

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Na última quarta-feira (15), um foguete da SpaceX, empresa de exploração espacial encabeçada por Elon Musk, ajudou a lançar duas sondas comerciais para a Lua. Uma delas foi fabricada pela empresa estadunidense Firefly Aerospace, e a outra foi construída pela japonesa ispace.

Se conseguirem pousar com sucesso, as empresas vão se unir aos cinco países que conseguiram enviar veículos para nosso satélite natural: China, Estados Unidos, Japão, Índia e União Soviética.

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A Nasa planeja enviar a primeira missão tripulada para a Lua desde os anos 1970 em 2027. Depois disso, viagens privadas são esperadas – e são a principal causa de preocupação para o WMF, que teme que os turistas coloquem em risco marcos como as pegadas de Neil Armstrong e Buzz Aldrin e mexam com (ou até roubem) itens como a câmera que filmou o primeiro passo na Lua e vários outros objetos deixados pelas missões tripuladas.

Em 2023, um grupo de cientistas aeroespaciais, arqueólogos e pesquisadores de diversas áreas se uniram para fundar o Comitê Científico Internacional de Patrimônio Aeroespacial, para promover a preservação das conquistas espaciais da humanidade. As áreas de pouso das missões espaciais estão praticamente intactas desde as missões Apollo, graças à ausência de vento e água corrente na Lua.

É a primeira vez que a Lua – ou qualquer local fora dos limites geográficos do planeta Terra – é incluída na lista de proteção do WMF. Segundo de Montlaur, isso ressalta a importância de “proteger patrimônio – quer seja na Terra ou além – que reflita e salvaguarde nossa narrativa coletiva”.

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Além da Lua, muitos dos outros sítios de importância cultural na lista estão em áreas de conflito, como Ucrânia ou Gaza, sofrendo com eventos climáticos extremos ou precisando de práticas de turismo mais sustentáveis, que respeitem o local. Não há locais brasileiros na lista de 2025, mas em 2022 o WMF chamou atenção para as pinturas rupestres do parque estadual de Monte Alegre, no Pará.

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