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Manual: como escrever um romance?

Não consegue colocar a ideia que está na sua cabeça no papel? A gente te dá uma mão (te cuida, Jabuti!)

Por Rafael Battaglia 17 nov 2021, 11h23

Não é dom…

Ilustração de uma pessoa escrevendo muito no computador, com fumacinha saindo dele.
Amanda Lobos/Superinteressante

…é técnica. Criar frases e parágrafos claros e concisos e estruturar uma boa narrativa são capacidades que podem ser aprendidas. Leia manuais de escrita e treine o seu olhar para notar os detalhes técnicos de grandes obras, como os arcos de cada personagem e as pontas soltas amarradas no final.

Pessoas de mentira

Ilustração de uma pessoa embaixo de um holofote.
Amanda Lobos/Superinteressante

Tempo, enredo e cenário são importantes, mas seu livro não será nada sem um bom protagonista. Paixões e conflitos internos bem pensados prendem mais o leitor do que uma trama mirabolante. Brás Cubas, personagem de Machado, levou uma vida banal – mas fascinante.

Crie uma sinopse

Ilustração de uma mulher com caderno e lápis na mão subindo uma escada, onde cada degrau é um livro.
Amanda Lobos/Superinteressante
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Concisa, ela deve resumir, em uma única frase, todo o livro. Depois, faça um resumo de uma página, detalhando a trama. Por fim, escreva um resumo expandido. Só depois parta para o romance. Tente também responder: “Por que sou eu que devo contar essa história, e não outra pessoa? Qual visão única eu darei a ela?”

Treine (bastante)

Ilustração de uma tela de video game, com a pessoa escolhendo entre personagens.
Amanda Lobos/Superinteressante

Faça exercícios de escrita. Você pode, por exemplo, reescrever um conto do ponto de vista de outro personagem – ou mudando o tipo de narrador. Isso vai ajudá-lo a encontrar a melhor voz para aquela trama. Participe de oficinas de escrita criativa e troque figurinhas com outros aspirantes a autor.

Terminou o seu livro? Então…

-Procure alguém qualificado (e sincero) para revisar o seu livro. Não vale amigo que só sabe elogiar. Incomuns no Brasil, agentes literários oferecem uma visão comercial – e sugerem alterações.

-Informe-se sobre como cada editora avalia um manuscrito (a maioria pede o livro completo; outras aceitam resumos). Fazer contatinhos no mercado editorial facilita as coisas, claro.

-Não se restrinja a editoras famosas: mande para quantas puder, sobretudo aquelas especializadas no gênero da sua história. Existem casas com foco em ficção científica, fantasia, poesia etc.

-Participe de concursos literários. Obter uma boa classificação (ou menção honrosa) pode ser um chamariz para editoras, que vão considerá-lo com mais atenção. Cuidado com concursos picaretas.

Fonte: Luiz Antonio de Assis Brasil, criador da Oficina de Criação Literária da PUC-RS e autor do livro Escrever ficção: Um manual de criação literária (Companhia das Letras).

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