O livro de Marco Polo, manuscrito em 1298, foi recebido de início com ceticismo. Para os europeus do século XIII era difícil acreditar nas descrições de Polo sobre o Oriente distante. Mesmo tendo ele vivido por 16 anos na corte de Kublai Khan, que era um dos netos de Genghis Khan. O grande desenvolvimento tecnológico chinês, contado pelo mercador veneziano parecia improvável aos olhos ocidentais. Seus relatos só tiveram credibilidade quando testemunhos posteriores vieram confirmá-los. O texto, originalmente ditado na prisão (Polo havia se envolvido numa das eternas batalhas entre genoveses e venezianos), acabou por tornar-se célebre e circulou antes mesmo da invenção da tipografia em 1450. Durante os 23 anos em que ficou fora de Veneza (de 1272 a 1295), Polo percorreu boa parte da Terra. O Livro das Maravilhas descreve um mundo até então desconhecido e inexplorado, com informações de primeira mão sobre os povos que visitara: hábitos alimentares, sexuais, ritos religiosos e detalhes sobre flora e fauna.






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