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“O sci-fi abre portas para descobrirmos mais sobre nós mesmos”, diz o roteirista de “Devoradores de Estrelas”

Drew Goddard, o criador da série do Demolidor e do novo filme de Ryan Gosling, bateu um papo com a Super. Confira.

Por Rafael Battaglia
18 mar 2026, 12h01 •
  • Nesta quinta (19), estreia no Brasil Devoradores de Estrelas, novo sci-fi estrelado por Ryan Gosling e baseado num livro homônimo de Andy Weir, o mesmo autor de Perdido em Marte (que também já virou filme).

    O novo longa conta a história de Ryland Gace, doutor em biologia molecular que acaba se tornando um professor de ensino médio. Certo dia, ele se torna um herói improvável: é escolhido para viajar a 12 anos-luz da Terra para por que quase todas as estrelas do Universo estão morrendo.

    Quem vota no Oscar?

    Os diretores dessa adaptação são Phil Lord e Chris Miller, os produtores por trás de Homem-Aranha no Aranhaverso. É o primeiro filme que a dupla assina a direção em mais de uma década.

    Já o roteiro é de Drew Goddard, que também trabalhou na adaptação de Perdido em Marte e é o criador da série do Demolidor da Netflix (que, agora, continua no Disney+). Os direitos para levar Devoradores de Estrelas às telas foram adquiridos antes mesmo do livro ser lançado.

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    As obras de Weir são conhecidas pelo detalhismo científico. Em Devoradores de Estrelas, Ryland pena para chegar até o seu destino, com perrengues que qualquer astronauta teria. Mas a diferença é que, aqui, há uma especulação mais profunda: no meio da viagem, o cientista encontra um alienígena, tão inteligente quanto ele.

    Como conciliar a precisão científica com a aventura de um filme de Hollywood. À Super, Drew contou sobre esse processo e pelo seu amor ao sci-fi. Confira abaixo (e confira aqui nosso papo com Ryan Gosling, que é também produtor do longa).

    Super: O desafio diário da Superinteressante é tornar a ciência compreensível e fascinante, mas sem soar muito técnica. Como você lida com esse desafio em roteiros como esse? 

    Drew: Acho que o motivo pelo qual Andy e eu colaboramos tão bem é que ele é muito bom em ciência e eu não. Então, de certa forma, eu tenho a capacidade de tentar confiar no conhecimento científico dele, que é diferente de qualquer pessoa que eu já tenha conhecido, e colocá-lo em um formato que pessoas como eu, que não entendem essas coisas, consigam processar. 

    Acho que é por isso que tivemos duas colaborações de sucesso. Porque estamos abordando a questão de perspectivas diferentes, e ambos somos igualmente apaixonados pelo nosso lado, e no meio está o que vocês veem na tela.

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    Então, ciências não era sua matéria favorita na escola? 

    Na verdade, eu adorava ciências. Só não era tão bom nisso.

    Eu não era tão bom quanto o Andy, mas eu sabia como os cientistas falavam. Cresci rodeado deles, já que a cidade onde cresci é uma cidade de cientistas chamada Los Alamos, no Novo México [onde aconteceu parte do Projeto Manhattan, que deu origem à bomba atômica]. Então, eu meio que sei como eles falam, mas não sou inteligente o suficiente para entender o que eles estão dizendo.

    Então, o Andy me diz o que eles devem dizer e eu trabalho em como o diálogo deve soar, e tudo acaba funcionando em conjunto. 

    Ser próximo do autor do livro original facilita ou dificulta o trabalho de adaptação? Você prefere esse tipo de proximidade? 

    Prefiro. Sinceramente, eu nunca aceito uma adaptação a menos que eu ame o material, porque sei que a adaptação vai ser difícil.

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    Sei que terei que tomar algumas decisões difíceis e não quero que o autor jamais sinta que o traí, de forma alguma. Quero apenas que o autor sinta que celebrei seu trabalho. Caso contrário, por que fazer? 

    Não quero fazer se o autor não se sentir orgulhoso no final do processo. Então, tento ter as conversas difíceis com o autor logo no início. Acho que, no caso do Andy, já passamos por isso com Perdido em Marte, então há muita confiança entre nós.

    Nós dois nos entendemos muito bem, o que torna o processo muito melhor, pois nos conhecemos há uma década e, como resultado, essa colaboração transparece na tela. 

    Como você vê a importância da ficção científica como gênero hoje em dia, com tanta tecnologia ao nosso redor, inteligência artificial e tudo mais?

    Bem, eu amo muitos gêneros, de verdade, mas ficção científica é o meu favorito. Foi por onde eu comecei, quando criança, com grandes sonhos. Eu cresci numa cidade de 3.000 habitantes. Não era muita gente. Mas a ficção científica me permitiu olhar para além de mim, para além da minha cidade, para além do mundo.

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    Então, existe uma reverência que eu tenho por esse gênero e levo essa reverência muito a sério porque sinto que ele frequentemente levanta questões que estão além da nossa compreensão da humanidade, mas é somente através dessas perguntas que podemos descobrir mais sobre nós mesmos. E eu sinto que a ficção científica nos dá essa porta de entrada para fazer essas coisas. 

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