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Adão era um pigmeu africano

Geneticista francês Gerard Lucotte analisou vários grupos étnicos do mundo inteiro e chegou a conclusão de que Adão era um pigmeu africano.

O primeiro homem viveu na África e era negro – mais precisamente pigmeu, com menos de 1,20 metro de altura. E o provo que mais se assemelha a esse avô de todos são os 300 mil pigmeus akas, habitantes da República Centro-Africana. Essa história, por incrível que pareça, está escrita num dos cromossomos humanos, designado pela letra Y. Ao contrário dos demais cromossomos, ele passa de pai para filho sem se misturar aos cromossomos femininos, durante a concepção. Assim não sofre alterações drásticas e armazena, fielmente, as pequenas mudanças casuais ocorridas ao longo dos milênios. Em outras palavras, serve como uma espécie de relógio: os homens mais antigos são justamente aqueles que têm mais mudanças no cromossomo Y. Foi dessa maneira que, depois de analisar grupos étnicos do mundo inteiro, o geneticista francês Gerard Lucotte, do College de France, chegou aos akas. “Adão foi definitivamente um pigmeu”. Assegura. Ele calcula, além disso, que o primeiro Homo sapiens viveu há cerca de 200 mil anos. Eva também acredita-se, viveu na África, por volta dessa época, de acordo com análise semelhante realizada em 1987. Esse tipo de pesquisa é extremamente difícil e aconselha prudência, mas os resultados parecem promissores.