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As maiores inflações da história

O Brasil teve inflação de dois dígitos em todos os anos entre 1954 e 1994. Recorde mundial absoluto. Nosso auge foi de 83,95% num único mês (março de 1990). Mesmo assim, se examinarmos os picos hiperinflacionários mensais de todos os outros países, em todos os tempos, o Brasil não chega nem no top 10, já que o resto do mundo tem casos ainda mais ridículos. Veja:

Por Tatiana Klix 15 set 2015, 18h15 | Atualizado em 31 out 2016, 19h03
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10° PERU
Lutou contra a inflação durante toda a década de 1980. Não adiantou. Em 1990, numa transição de governo, viram os preços subirem numa taxa de até 397% ao mês.

9° TAIWAN
A guerra civil na China, nos anos 40, afetou o país. Taiwan enfrentou escassez de matérias-primas e mão de obra. O problema durou só dois meses, mas foi grande. Em 1945, a inflação mensal chegou a um pico de 399%.

8° TURCOMENISTÃO
Entre 1992 e 1993, o país recém-independente entrou em parafuso. Sem uma política econômica clara, sofreu com o fim da União Soviética e com uma inflação de 429% em novembro de 1993.

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7° ARMÊNIA
A hiperinflação de 1993 a 1994 aconteceu por causa do terremoto que devastou o país em 1988 e porque a União Soviética, que apoiava a indústria local, acabou. Em novembro de 1993, a taxa foi de 438%.

6° CHINA
Depois da Segunda Guerra, conviveu com guerra civil e três moedas simultâneas durante dez anos. Esse caos, somado a dívidas e impressão de dinheiro, terminou em inflação de 5.070% em abril de 1949.

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5° GRÉCIA
Durante a Segunda Guerra, o país foi ocupado e arrasado pelas tropas de Hitler e Mussolini, perdendo boa parte da capacidade de produção e exportação. Em outubro de 1944, a inflação foi de 13.800%.

4° ALEMANHA
Derrotado na Primeira Guerra, o país tinha pouca capacidade de produção, mas devia muito dinheiro e imprimiu moeda. Resultado? A economia enlouqueceu entre 1922 e 1923. A taxa mensal chegou a 29.500%.

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3° IUGOSLÁVIA
A combinação de conflitos políticos e étnicos, economia devastada, embargos e impressão de dinheiro para pagar dívidas criou uma hiperinflação entre 1992 e 1994. Em janeiro de 94, foi de 313 milhões por cento.

2° ZIMBÁBUE
Durante os anos 90, o governo redistribuiu terras, mas devastou a produção. Somado à sanção internacional e impressão de dinheiro, o país teve uma inflação de 79,6 bilhões por cento em novembro de 2008.

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1° HUNGRIA
Arruinada pela guerra, a Hungria imprimiu muito mais dinheiro do que podia. Entre 1945 e 1946, a inflação explodiu e os preços dobravam a cada 15 horas. O pico chega desafiaria os limites da matemática, caso a matemática tivesse limites: num único mês, a porcentagem foi a 41,9 quatrilhões. Ou seja: gloriosos 41.900.000.000.000.000%. 

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