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China na América

Entre as evidências da incrível jornada, Menzies apresenta mapas e cartas astronômicas que provariam que os chineses já possuíam informações cartográficas, que mais tarde seriam utilizadas pelos europeus.

Por Da Redação Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
30 nov 2002, 22h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h23
  • Celso Miranda

    Que os chineses estiveram na costa leste da África, no Oriente Médio e nas ilhas do Pacífico antes dos europeus já é consenso entre historiadores. Agora, surge uma nova e radical teoria que, se for provada, vai reescrever os livros de história: chineses comandados pelo almirante Zheng He teriam descoberto a América 70 anos antes de Colombo. É o que afirma o ex-oficial da marinha britânica Gavin Menzies, no livro 1421 – The Year China Discovered the World (“1421 – O Ano em que a China Descobriu o Mundo”, inédito no Brasil).

    Entre as evidências da incrível jornada, Menzies apresenta mapas e cartas astronômicas que provariam que os chineses já possuíam informações cartográficas, que mais tarde seriam utilizadas pelos europeus. Após dois anos de viagem, a frota retornou para uma China diferente, que iniciava um período de isolamento. Menzies diz que, por isso, os registros oficiais da viagem foram destruídos, incluindo os enormes navios com cerca de 125 metros (seis vezes maiores que as caravelas de Colombo). Mais que uma aventura no mar, Menzies acredita ter provas de que os chineses criaram colônias pelo caminho, do Canadá à Amazônia. “Foram encontrados traços no DNA de índios na Venezuela que os ligam aos nativos de Kwatang”, afirma.

    “Além disso, localizamos antigos relatos de navegadores europeus que, ao chegarem à América, encontraram pessoas vestindo seda e navios grandes como casas”, afirma. As críticas ao livro, no entanto, já começaram. Desde março, quando ele apresentou sua tese à Royal Geographical Society, em Londres, a comunidade acadêmica tem reagido com ceticismo. “Menzies levanta uma hipótese após a outra. Seu livro é uma torre de suposições”, diz Tim Barret, professor de história da Ásia na Universidade de Londres. “Mesmo que evidências cartográficas da descoberta da América antes de Colombo fossem provadas, ainda estaríamos longe de ligar isso aos chineses”, afirma. Para Menzies, a polêmica pode estar no fim. “Há duas escavações de naufrágios chineses no litoral dos EUA e minha expectativa é que eles sejam datados como anteriores a 1492”, diz.

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    A viagem

    A frota chinesa teria descoberto meio mundo

    DE NANQUIM PARA O MUNDO

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    Em 8 de março de 1421, a maior frota naval do mundo teria deixado o porto de Nanquim, então capital do Império Chinês. Contornando o litoral da Índia e da África, dobrou o Cabo da Boa Esperança em direção ao Caribe. Depois de chegar à América, a frota partiu para quebrar outra marca, circundando o planeta um século antes de Fernão de Magalhães

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