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Cirurgia Espiritual – Prefere com ou sem cortes?

Se a doença é grave, a indicação pode ser cirúrgica. Mas e se o doutor for médium? As opções vão desde elaborados rituais espíritas a estar num palco com uma pinça enfiada no nariz

Por Da Redação Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 31 out 2016, 18h35 - Publicado em 28 Maio 2012, 22h00

Caso 1

CIRURGIA ESPÍRITA: EM MENOS DE UM MINUTO
Problemas emocionais e psíquicos, ginecológicos e endócrinos, câncer e aids. Uma pesquisa de 1999 mostrou que essas eram as principais queixas dos doentes que procuravam as cirurgias espirituais dos centros espíritas brasileiros. Neles o ritual não envolve cortes, cicatrizes e, em geral, nem contato físico.

A CIRURGIA
• Numa entrevista de orientação, médiuns se informam sobre o problema do doente e prescrevem um tipo de tratamento espírita.

• No dia D, alguns centros recomendam que o paciente não fume, não beba, não coma frituras nem faça sexo. Também aconselham orar e dormir a noite anterior em quarto separado de outras pessoas.

• Na cirurgia, o paciente fica deitado na cama de uma sala escura, coberto por um lençol branco. A posição pode variar de acordo com a doença: de barriga pra cima ou de bruços.

• Médiuns ficam ao redor, sentados, com as mãos voltadas para cima. Dois deles se levantam e põem as mãos sobre o paciente, sem encostar nele, para fluidificá-lo (leia-se: passar-lhe energia). Tudo não dura mais de um minuto.

• Quase sempre, a principal recomendação pós-cirurgia espiritual é que o doente não interrompa seu tratamento médico usual.

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SHOW DO MILHÃO
O ilusionista canadense James Randi é um cético ferrenho. Para escrever um de seus livros sobre médiuns curadores, ele viajou a países onde as cirurgias espirituais são mais populares, como Brasil e Filipinas. E declara que é tudo farsa. Segundo ele, todos os pacientes com quem teve contato ou não sofriam de doença alguma, ou não foram curados, ou morreram. Há 16 anos, Randi oferece 1 milhão de dólares a quem provar qualquer fenômeno paranormal em seu laboratório. Já tentaram, mas ninguém nunca conseguiu.

Caso 2

JOÃO DE DEUS, O CURADOR GLOBALIZADO
Em média, 800 pessoas passam todo dia pela Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, Goiás. Desde 1976, é lá que o fazendeiro e médium de 68 anos João Teixeira de Farias, o João de Deus, realiza as cirurgias.

A CIRURGIA
• O enfermo diz o que o aflige e depois decide: cirurgia visível (com cortes) ou invisível (sem)? A primeira opção pode envolver uma pinça enfiada no nariz ou cortes. João de Deus já afirmou que os dois tipos funcionam, mas que tem gente que precisa “ver a doença sair pra se sentir curada” – vai de visível.

• Pode-se cortar uma parte de um seio em caso de tumor de mama, mas nem sempre o corte é na parte doente.

• Não há anestesia. O paciente veste uma roupa branca e vai para uma salinha, quando a cirurgia é invisível, ou para um palco, quando é visível.

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• João de Deus, quase sempre incorporando a entidade Dr. Augusto de Almeida, conduz na salinha uma manipulação energética. No palco, é comum mostrar à plateia um algodão encharcado de sangue depois do procedimento.

• Assistentes com crachás em português e inglês seguram as bandejas de instrumentos e limpam o chão quando há sangue.

• Na recuperação, a pessoa pode ser orientada a tomar pílulas de ervas e fazer repouso. Há casos em que precisa permanecer ali por até uma semana.

Deu cadeia
O médium Zé Arigó, codinome de José Pedro de Freitas (1921-1971), foi pioneiro. Ele dizia receber o espírito do médico alemão Dr. Fritz, que teria morrido durante a 1a Guerra Mundial. Não há documentos que provam que Fritz de fato viveu, mas ele é famoso entre mediúns. A dupla fez carreira em Congonhas do Campo (MG) usando canivetes e facas, não raro enferrujados, para “remover” tumores ou raspar os olhos de quem tinha catarata. Em tese, sem sangue. Atendeu gente como o filho do rei Roberto Carlos. Mas não escapou de ser preso por exercício ilegal da medicina, em 1964.

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