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Como surgiu a expressão “para inglês ver”?

Com leis que eram oficializadas, mas não cumpridas nas ruas

Por 1 jan 2003, 00h00 | Atualizado em 10 abr 2018, 18h44

“Não deve ter existido apenas uma origem para o surgimento dessa expressão”, diz John Schimitz, professor de Linguística Aplicada da Unicamp. Mas, segundo a maioria dos especialistas, a fonte mais provável data de 1831, quando o Governo Regencial do Brasil, atendendo as pressões da Inglaterra, promulgou, naquele ano, uma lei proibindo o tráfico negreiro – declarando assim livres os escravos que chegassem aqui e punindo severamente os importadores.

Mas, como o sentimento geral era de que a lei não seria cumprida, teria começado a circular na Câmara dos Deputados, nas casas e nas ruas, o comentário de que o ministro Feijó fizera uma lei só “para inglês ver”.

“E, de fato, foi isso que aconteceu”, diz Regina Horta, professora de História do Brasil-Império da Universidade Federal de Minas Gerais. “Apesar do esforço do governo inglês, que defendia o fim do tráfico por motivos que vão desde a pressão da opinião pública interna até seus interesses coloniais na África, a lei brasileira permaneceu como letra morta por mais de 20 anos.” Foi preciso esperar outra lei, promulgada pelo imperador Dom Pedro II, em 1852, para a proibição definitiva do tráfico.

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