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Estátua da Liberdade foi originalmente baseada em uma muçulmana

Escultor francês idealizou a estátua com vestes islâmicas para ficar no Canal de Suez, no Egito - e não em Nova York

Por Giselle Hirata - Atualizado em 23 fev 2017, 19h25 - Publicado em 1 fev 2017, 14h10

Enquanto Donald Trump fecha as fronteiras e proíbe a entrada de refugiados e imigrantes em solo americano, provocando uma onda de protestos e uma série de ações na justiça, está aí um fato curioso para esquentar os debates nos EUA: a Estátua da Liberdade era uma mulher muçulmana.

Sim, um dos símbolos mais emblemáticos da terra do Tio Sam foi baseado, originalmente, nos traços de uma camponesa egípcia. De acordo com o National Park Service, o escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi desenhou a estátua com essas características porque, no início, ela seria exposta no Canal de Suez, que liga o Mar Vermelho e o Mar Mediterrâneo, no Egito.

A estátua, batizada inicialmente de “Egito que leva a luz para a Ásia”, funcionaria como um farol e deveria ser símbolo do progresso no país. Segundo Edward Berenson, autor do livro Statue of Liberty: A Transatlantic Story, o projeto foi rejeitado em 1855 pelo governante egípcio, Isma’il Pasha, por ser muito caro.

Então, Bartholdi modificou os desenhos e se inspirou no grego Colosso de Rodes para recriar o monumento. Em 1885, a estátua de cobre começou a ser construída na França pelo designer Gustave Eiffel –  o criador da Torre Eiffel.

Depois de pronta, ela foi desmontada e enviada para os EUA em 214 caixas, transportadas por navio. A inauguração aconteceu no dia 28 de outubro de 1886, em um grande evento com a presença do então presidente Grover Cleveland. Na ocasião, ganhou o nome de “Liberdade Iluminando o Mundo”.

Na versão oficial, a estátua foi idealizada para homenagear os EUA no centenário de sua independência e, ao mesmo tempo, celebrar as boas relações entre os dois países.

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