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Eu, robô

Implantes biônicos aprendem a conversar com o cérebro

Por 1 jul 2014, 22h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h22
  • Thiago Minami

    O tira Alex Murphy teve os membros estraçalhados por uma gangue. Morreu, mas não por muito tempo. Cientistas pegaram o que sobrou do rapaz e colocaram num corpo de ciborgue, capaz de responder aos comandos do cérebro dele. Nascia o Robocop. Agora, 20 anos depois do filme, essa história começa a sair da ficção pra valer. Já existem 4 pessoas com braços 100% biônicos. Graças a uma tecnologia desenvolvida pelo Instituto de Reabilitação de Chicago (EUA), elas podem controlar seus membros robóticos com o pensamento. E tem mais. Em 2006, 4 cegos voltaram a enxergar graças a um olho artificial, feito para quem perdeu a visão por causa de doenças na retina. O aparelho deve chegar ao mercado em 2008. Outra novidade, que entra em testes neste ano, é a mão eletrônica. Feita pelo Projeto Cyberhand, que reúne pesquisadores europeus, ela será o primeiro implante biônico com sensores de tato. O Robocop daria um braço por um desses.

    Ciborgue

    Braços, ouvidos e olhos biônicos são realidade, mas estão longe dos originais
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    1. Movido a pensamento

    Esta aqui é a americana Claudia Mitchell, primeira mulher a receber um braço 100% biônico, em setembro de 2006. Os sensores da prótese ficam em músculos no peito, ligados aos nervos que controlavam os ombros, o pulso e a mão da moça antes de ela perder o braço. Desse jeito, ela consegue mover o braço com a “força do pensamento”. Mas os movimentos são bem limitados. Mitchell, por exemplo, só consegue fazer coisas simples, como dobrar roupas.

    2. Quatro olhos

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    O olho artificial, em testes, tem 3 partes: um par de óculos com câmera , um microprocessador, que o paciente carrega no bolso, e um implante na retina, a camada de nervos sensíveis à luz e responsável pela visão. A câmera manda as imagens para o processador, ele “traduz” a cena em pulsos elétricos e os manda para o implante. A prótese, então, estimula a retina, e ela envia os sinais para o cérebro. O resultado, por enquanto, são imagens borradas.

    3. Ouvido no radinho

    Os ouvidos eletrônicos são os implantes mais tradicionais – existem desde os anos 60 e têm mais de 80 mil usuários. As versões de hoje funcionam assim: um computador capta o som e o converte em bits. Depois ele envia os dados por uma antena até o implante , que converte a informação em pulsos elétricos. Os sinais vão para o nervo auditivo, que leva essa informação para o cérebro. Só tem um problema: os sons ficam ruins. Para deixá-los mais cristalinos, pesquisadores testam novas tecnologias para a comunicação entre o implante e o nervo auditivo.

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