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O futuro do mercado de trabalho

Entre 1995 e 2002, a economia dos países ricos subiu e a produção das fábricas aumentou 4,3%. Mesmo assim, 30 milhões foram mandados embora.

Por 31 mar 2006, 22h00 | Atualizado em 31 out 2016, 18h24
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Bruno Vieira Feijó

1. Está mais difícil conseguir trabalho do que na época de nossos pais?

Sim. É que, enquanto o tamanho da população cresceu nas últimas décadas, o número de empregos tomou o caminho inverso, principalmente por causa da robotização das fábricas. E a lógica de que a tecnologia destrói velhos empregos para criar novos não funciona. Entre 1995 e 2002, a economia dos países ricos subiu e a produção das fábricas aumentou 4,3%. Mesmo assim, 30 milhões foram mandados embora.

2. E a formação tradicional? continua?

Já mudou. Há dezenas de cursos que formam mão-de-obra especializada em áreas onde há escassez de profissionais. Algumas empresas até criam treinamentos específicos. A Petrobrás, por exemplo, forma neste ano a primeira turma de engenharia do petróleo.

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3. O trabalho informal vai superar as corporações?

Para vários especialistas esse é o caminho. O presidente da Intel, Avram Miller, acha que, logo, logo, as pessoas vão trabalhar quase todas em casa ou alugar espaço em escritórios, e mais: venderão suas horas de trabalho em sites de leilão. Carteira assinada? Esqueça.

Fontes: Marisa da Silva, consultora da Career Center; livro O Fim dos Empregos, Ed. M.Books, 2004; revista Fast Company, edição 103, março de 2006.

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